Alphabet cortou participação na CrowdStrike antes de interrupção global 

Documento revelou, nesta sexta-feira (2), que dona do Google não investia mais na empresa de software desde junho 
Logo da CrowdStrike em smartphone, com fundo de um monitor mostrando um gráfico no site da empresa
Empresa de segurança cibernética CrowdStrike está envolvida no apagão (Imagem: T. Schneider/Shutterstock)

De acordo com um documento regulatório divulgado nesta sexta-feira (2), a Alphabet, empresa controladora do Google, cortou sua participação na Crowdstrike antes da interrupção global no mês passado, desencadeada por uma atualização de software.  

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A divulgação do documento vem em um momento que a empresa de segurança cibernética sofre as consequências financeiras da falha, com queda de ações e valor de mercado. Acionista também iniciaram um processo contra a empresa. 

Apagão cibernético da CrowdStrike: o que aconteceu?   

  • Uma falha em um dos sistemas de segurança da CrowdStrike causou um apagão global em julho;    
  • O incidente provocou um caos global, afetando diversos setores importantes, como aviação, bancos, comunicações e até mesas de negociações;   
  • A pane global afetou a Microsoft e, consequentemente, o Windows, devido a uma falha ligada ao sistema CrowdStrike Falcon;    
  • O CrowdStrike Falcon Sensor é uma ferramenta de segurança — foi o primeiro produto lançado pela CrowdStrike, em 2013, com foco corporativo;   
  • A interrupção ocorreu porque a plataforma avançada continha uma falha que forçava os computadores que executavam o sistema operacional Windows da Microsoft a travar e exibir a chamada tela azul da morte;   
  • O problema foi corrigido no mesmo dia, mas foi alertado que um impacto residual permaneceria por alguns dias até que tudo se restabelecesse.    
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Imagem: Markus Mainka/Shutterstock

De acordo com a Reuters, as ações da CrowdStrike, que mais que dobraram em 2023, caíram mais de 35% desde a paralisação, levando a uma perda de mais de US$ 20 bilhões em valor de mercado.   

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Não apenas acionistas, companhias aéreas também buscam ressarcimento após o incidente. A Delta Air Lines, uma das principais companhias aéreas dos Estados Unidos, disse que a interrupção global levou a mais de 2.200 cancelamentos de voos em 19 de julho e mais de 6 mil voos desde então.  

A Delta contratou um escritório de advocacia e também buscará indenização da Microsoft, conforme relatou a CNBC.   

Tamires Ferreira
Tamires Ferreira

Tamires Ferreira é jornalista formada pela Fiam-Faam e tem como experiência a produção em TV, sites e redes sociais, além de reportagens especiais. Atualmente é redatora de Hard News no Olhar Digital.

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