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O Google está sob investigação na União Europeia (UE) por conta do uso de informações pessoais no treinamento de sua inteligência artificial (IA) generativa. A Comissão de Proteção de Dados (DPC) da Irlanda anunciou, nesta quinta-feira (12), que quer verificar se a empresa cumpriu as exigências legais do Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR).
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Em especial, a DPC – responsável pela aplicação da GDPR – quer checar se a big tech fez uma Avaliação de Impacto sobre a Proteção de Dados (DPIA), diz o comunicado publicado nesta quinta. Essa avaliação é exigida para antecipar riscos à privacidade dos indivíduos cujos dados foram usados nos modelos de IA.
Justiça da UE investiga como modelos de IA do Google usam dados pessoais
O foco da investigação está nos modelos de IA generativa desenvolvidos pelo Google – por exemplo: o Gemini e o modelo de linguagem PaLM2, usado em chatbots e buscas na web. A DPC da Irlanda pode aplicar multas de até 4% da receita anual global da Alphabet, dona do Google, caso seja comprovada alguma violação das regras de proteção de dados.
O uso de grandes volumes de dados para treinar essas tecnologias levanta preocupações sobre a origem e a forma como essas informações são adquiridas. As preocupações não se limitam apenas aos direitos autorais, mas também ao tratamento adequado de dados pessoais durante o desenvolvimento de modelos de IA.

Em particular, os dados pessoais de cidadãos da UE, mesmo que obtidos da internet pública, estão sujeitos às normas de privacidade. Isso tem colocado pequenas e grandes empresas, como Google, Meta e OpenAI, sob crescente vigilância na União Europeia por possíveis violações.
A OpenAI, responsável pelo GPT e ChatGPT, já enfrentou questionamentos e sanções regulatórias. A Meta também está sendo investigada por questões semelhantes com seu modelo Llama.
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Além dessas, o X, de Elon Musk, está sendo investigado pela DPC pelos mesmos motivos. Até agora, a empresa se comprometeu a limitar o processamento de dados, mas ainda não recebeu sanções formais.
Assim, a investigação sobre o Google pode estabelecer um importante precedente para o futuro do desenvolvimento de IA e privacidade de dados na Europa.