Alzheimer: técnica permite identificar a doença no estágio inicial

Pesquisadores demonstraram que biomarcadores baseados no sangue podem ser utilizados para diagnosticar o Alzheimer o quanto antes
alzheimer
Imagem: Roman Bodnarchuk/Shuttersotck

Um dos principais desafios para o tratamento do Alzheimer é a dificuldade em diagnosticar a doença em seu estágio inicial. No entanto, novos estudos podem ajudar a desenvolver técnicas mais precisas para isso.

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Biomarcadores baseados no sangue do paciente podem ser solução

Pesquisadores da Universidade de Boston, da Escola de Medicina da Universidade de Indiana, ambos nos Estados Unidos, e da Iniciativa de Neuroimagem da Doença de Alzheimer (ADNI) e do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas (DZNE), na Alemanha, demonstraram que microRNAs, biomarcadores baseados no sangue, podem ser utilizados para diagnosticar o Alzheimer de forma prévia.

De acordo com eles, a descoberta é importante porque, ao contrário dos atuais biomarcadores A / T / N, os microRNAs podem servir como biomarcadores moleculares do sangue anos antes da doença de Alzheimer se manifestar clinicamente, identificando assim a janela de tempo para prevenção eficaz ou intervenção precoce para interromper a progressão da doença.

Representação gráfica do Alzheimer
Pesquisadores propuseram nova forma para identificar a doença de Alzheimer (Imagem: Lightspring/Shutterstock)

Os cientistas explicam que os microRNAs são biomarcadores ideais, pois não são apenas muito estáveis, mas também controlam vias moleculares inteiras, garantindo assim a homeostase celular. Por isso, eles podem controlar simultaneamente muitas proteínas. Dessa forma, a análise de alguns microRNAs pode informar sobre alterações patológicas complexas que refletem múltiplas vias, como neuroinflamação, alterações metabólicas ou disfunção das sinapses.

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Diagnosticar a doença em sua fase inicial ainda é uma grande dificuldade para a ciência (Imagem: Lightspring/Shutterstock)

Análise pode prever desenvolvimento do Alzheimer

  • As equipes examinaram a expressão de miRNA nas amostras de plasma de três grupos diagnósticos de participantes.
  • Eles foram divididos em: cognitivamente normais, levemente prejudicados cognitivamente e demência devido a pacientes com doença de Alzheimer.
  • A conclusão foi que, quando combinada com testes neuropsicológicos, a avaliação do microRNAome plasmático ajuda a prever quais indivíduos idosos com declínio cognitivo progredirão para desenvolver a doença de Alzheimer.
  • Os estudos foram publicados na revista Alzheimer’s & Dementia.
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Lucas Soares
Lucas Soares

Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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