Siga o Olhar Digital no Google Discover
Imagens de alta resolução do Telescópio Espacial Hubble, da NASA, revelaram novos detalhes sobre a Grande Mancha Vermelha de Júpiter, indicando que essa icônica tempestade pode não ser como imaginávamos.
Ofertas
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 349,90
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 205,91
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 7,60
Por: R$ 21,77
Por: R$ 16,63
Por: R$ 59,95
Por: R$ 7,20
Por: R$ 139,90
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
Em vez de ser uma estrutura estável, a mancha está “balançando como uma tigela de gelatina”, conforme descreveu a agência em um comunicado, mostrando comportamentos inesperados que desafiam o entendimento científico.

A Grande Mancha Vermelha, uma enorme tempestade anticiclônica observada por astrônomos há mais de 150 anos, é tão imensa que poderia engolir a Terra. Entre dezembro de 2023 e março de 2024, imagens capturadas pelo Hubble revelaram que ela não é tão estática quanto se pensava.
Oscilação da Grande Mancha Vermelha de Júpiter é observada pela primeira vez
Amy Simon, PhD em astronomia e cientista sênior de pesquisa de atmosferas planetárias na Divisão de Exploração do Sistema Solar no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, é a autora principal do estudo, que foi publicado esta semana no The Planetary Science Journal.
Segundo ela, o movimento da tempestade varia não apenas em sua longitude, como já se sabia, mas também no tamanho. “Essa é a primeira vez que conseguimos observar a oscilação da mancha com detalhes. Vemos que ela se espreme para dentro e para fora, ao mesmo tempo em que desacelera seu movimento”.
Leia mais:
- Sonda espacial a caminho de Júpiter fotografa Terra, Lua e Urano
- Novo vulcão é descoberto em lua de Júpiter por sonda da NASA
- Tempestade misteriosa é fotografada pela NASA em Júpiter; veja
Essas observações fazem parte do programa Legado das Atmosferas dos Planetas Exteriores (OPAL), que monitora Júpiter e outros planetas do Sistema Solar externo. O Hubble foi ajustado para observar mais de perto a Grande Mancha Vermelha, capturando sua forma, tamanho e mudanças de cor com uma precisão inédita.
Para Mike Wong, da Universidade da Califórnia em Berkeley, coautor do estudo, o comportamento da mancha se compara a um “sanduíche” pressionado por correntes de jato ao norte e ao sul. Essas correntes exercem uma pressão que faz a mancha se expandir e contrair, um fenômeno incomum que nunca havia sido registrado com tanta clareza.

Os cientistas acreditam que essa oscilação possa continuar até que a tempestade atinja uma forma estável. “Quando a tempestade se ajustar ao campo de ventos ao seu redor, ela provavelmente ficará presa em uma forma mais definida”, disse Simon.
A expectativa agora é de que futuras imagens do Hubble tragam respostas sobre a origem dessa oscilação misteriosa na Grande Mancha Vermelha de Júpiter.