Esta tabela periódica revela como surgiu cada elemento do Universo

Conhecida como tabela periódica cósmica, ela é uma árvore genealógica de todos os elementos químicos que existem no Universo
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Imagem: NASA

Provavelmente você não lembra de muitos detalhes, mas estudou a tabela periódica na época do colégio. Pois saiba que existe uma versão atualizada dela que revela a origem de cada elemento químico existente no nosso Universo.

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Conhecida como tabela periódica cósmica, ela é na verdade quase uma árvore genealógica da síntese química de tudo o que existe. Esse conceito foi desenvolvido e popularizado por vários cientistas ao longo das décadas e leva em conta eventos cósmicos muito mais antigos do que a humanidade.

Cada processo forma um elemento

Logo após o Big Bang, há cerca de 13,8 bilhões de anos, as condições de temperatura e densidade extremas permitiram a formação dos primeiros elementos químicos. Foi aí que surgiram os núcleos de hidrogênio e hélio, os mais simples e abundantes.

Com a criação das estrelas, no entanto, começaram a surgir elementos mais pesados. Dentro dos núcleos estelares, a fusão nuclear, o processo em que os núcleos de átomos leves se combinam para formar núcleos mais pesados, deu origem ao carbono, nitrogênio, oxigênio e outros componentes essenciais para a vida.

Big Bang possibilitou a criação dos elementos mais simples e abundantes do Universo (Imagem: Quality Stock Arts/Shutterstock)

Estrelas menores, como o Sol, fundiram hidrogênio em hélio e, em suas fases finais de vida, hélio em carbono e oxigênio. Ao morrerem (e explodirem), elas formaram nebulosas planetárias e liberaram os elementos que criaram em seu interior.

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Explosão de uma estrela gera elementos químicos (Imagem: Bolbik/Shutterstock)

Surgimento do ferro, ouro e urânio

  • Já estrelas massivas são capazes de criar elementos ainda mais pesados, como o ferro.
  • Elas passam por uma série de fusões sucessivas em suas camadas internas, produzindo elementos progressivamente mais pesados, sendo o ferro o seu limite.
  • A morte de uma estrela massiva significa a criação de uma supernova, um dos eventos mais energéticos do Universo.
  • Durante essa explosão, as temperaturas e pressões são tão extremas que permitem a formação de elementos mais pesados que o ferro, como o ouro, a prata e o urânio.
  • Esses elementos são então dispersos pelo espaço interestelar, enriquecendo as nuvens de gás e poeira que formarão futuras gerações de estrelas e planetas.
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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