Starlink fica mais perto de virar operadora de celular, mas com limitações

Aprovação permite que a Starlink e a T-Mobile sigam em frente com seu plano de fornecer serviço de satélite para celulares
logo da starlink em um celular com Elon Musk ao fundo
Starlink domina internet via satélite em parte do Brasil (Imagem: ssi77/Shutterstock)

A Starlink conseguiu sinal verde da FCC (Comissão Federal de Comunicações) para fornecer serviço de telefonia celular, mas com alguns limites. O órgão regulador de telecomunicações dos Estados Unidos emitiu uma ordem que concede parcialmente o pedido e adia uma decisão sobre alguns pontos.

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A SpaceX recebeu aprovação para fornecer cobertura apenas em áreas não cobertas por redes celulares terrestres no país, por exemplo.

  • A aprovação permite que a Starlink e a T-Mobile sigam em frente com seu plano de fornecer serviço de satélite para telefones em pontos sem sinal de celular — o Starlink Direct to Cell;
  • A SpaceX está autorizada a usar as bandas de 1910–1915 MHz e 1990–1995 MHz, segundo o contrato firmado com a T-Mobile;
  • A Starlink será obrigada a cessar as transmissões quando qualquer interferência prejudicial for detectada;
  • “Por meio de seu acordo com a T-Mobile, os satélites Gen2 Starlink da SpaceX podem permitir que consumidores fora do alcance da rede sejam conectados enquanto usam seus dispositivos”, diz um trecho da ordem da FCC;
  • O serviço cobrirá os EUA, Alasca, Havaí e Porto Rico;
  • A Starlink diz que oferecerá serviços de mensagens de texto este ano, bem como serviços de voz e dados em 2025.
Dos mais de 2.600 satélites Starlink Gen2 em órbita baixa da Terra, cerca de 320 estão equipados para habilitar os serviços de mensagens de texto. (Imagem: FellowNeko/Shutterstock)

O órgão regulador acrescenta que o serviço vai gerar muitos benefícios, “incluindo um aumento no acesso a serviços de emergência em áreas onde os consumidores, de outra forma, não conseguiriam acessar uma rede terrestre para ligar ou enviar mensagens de texto”.

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A FCC também concedeu o pedido da Starlink para fornecer serviço para celulares fora dos Estados Unidos em várias sub-bandas entre 1429 MHz e 2690 MHz. Para isso, a SpaceX deve obter autorização dos governos interessados.

“Qualquer empresa de telecomunicações que assinar (o serviço) pode eliminar as zonas mortas de celular para serviços de texto e dados”, afirmou Ben Longmier no X, diretor sênior de engenharia de satélites da SpaceX.

Gabriel Sérvio
Gabriel Sérvio

Gabriel Sérvio é formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário Geraldo Di Biase e faz parte da redação do Olhar Digital desde 2020.

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