Revelada origem de som misterioso que vinha das profundezas do oceano

Cientistas tentavam entender há décadas qual era a origem do som registrado nas profundezas do oceano na Antártica
fundo do mar, oceano
Imagem: Shutterstock/Damsea

Um ruído misterioso vindo do fundo do oceano na Antártica intrigava os cientistas há décadas. O som se assemelhava com um “quack”, o grasnar de um pato. No entanto, era tão potente que era impossível que sua origem tivesse alguma relação com o animal.

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Em 1960, pesquisadores divulgaram o primeiro relatório do chamado Bio-Duck, mas o mistério estava longe de ser revelado. Foram necessários anos de estudo para os pesquisadores finalmente decifrarem a origem deste barulho enigmático.

Experimento revelou origem do som

  • Um estudo apresentado na 187ª Reunião da Sociedade Acústica da América sugeriu uma explicação.
  • Nele, os cientistas disseram que não se tratava de uma fonte do som, mas sim várias espalhadas nas profundezas.
  • Além disso, destacaram que quando o barulho começava em um ponto, ele cessava em outros.
  • Foi a partir disso que a equipe supôs que se tratasse de uma comunicação entre animais. 
  • Após alguns experimentos, eles conseguiram identificar que o misterioso som vinha de baleias-minke-antárticas (Balaenoptera bonaerensis).

Ouça o som:

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Cientistas ainda não sabem o que os ruídos significam

Apesar da descoberta, muitas dúvidas persistem. A principal delas é se algum outro ser das profundezas do oceano pode emitir ruídos semelhantes.

Este questionamento foi originado por registrados do som em locais onde não foram avistadas as baleias em questão. É o caso de pontos nas proximidades da Austrália e da Nova Zelândia. Como a ciência ainda conhece muito pouco do que acontece nas profundezas, esta hipótese não pode ser completamente descartada.

Baleias-minke-antárticas eram as responsáveis pelo som (Imagem: Ansarphotographer/Shutterstock)

De qualquer forma, os cientistas também não sabem o que os ruídos significam. Eles imaginam que os animais estejam conversando, mas o teor desta comunicação permanece indecifrável. A ideia agora é continuar realizando pesquisas para tentar aumentar a compreensão sobre este fenômeno.

Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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