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Ao menos 144 trabalhadores que prestavam serviços de moderação de conteúdo para o Facebook no Quênia foram diagnosticados com transtorno de estresse pós-traumático grave, segundo o The Guardian. Os casos estariam relacionados com a exposição a materiais de assassinatos, suicídios, abuso sexual infantil e terrorismo na própria rede social.
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As informações fazem parte de ação movida por trabalhadores em diferentes partes da África contra a Meta, controladora do Facebook, e a Samasource Kenya (Sama), empresa terceirizada pela plataforma para serviços de moderação.
Até agora, 190 trabalhadores acionaram a Justiça, alegando inflição intencional de dano mental, práticas de emprego injustas, tráfico de pessoas e escravidão moderna e redundância ilegal.

Os funcionários trabalhavam em turnos que variavam de oito a dez horas por dia, segundo a reportagem. Os diagnósticos foram determinados pelo chefe dos serviços de saúde mental do Hospital Nacional Kenyatta, em Nairóbi (Quênia), Dr. Ian Kanyanya. A maioria dos casos aconteceu um ano após os afetados terem saído da empresa.
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- De acordo com o processo citado pelo jornal, os trabalhadores relataram problemas com uso excessivo de álcool, cocaína e pílulas para dormir;
- Também há casos de funcionários que perderam o contato com a família ou romperam o casamento;
- Moderadores responsáveis por remover vídeos enviados por grupos terroristas relataram medo de estarem sendo observados, com receio de serem seguidos e mortos;
- Também há relatos de tripofobia, que causa ansiedade intensa após contato com padrões repetitivos de pequenos buracos ou saliências;
- A equipe médica acredita que isso está relacionado com imagens de corpos em decomposição identificadas na plataforma.

“Em qualquer outro setor, se descobríssemos que 100% dos trabalhadores de segurança estavam sendo diagnosticados com doença causada por seu trabalho, as pessoas responsáveis seriam forçadas a renunciar e enfrentar as consequências legais”, disse ao jornal Martha Dark, fundadora e codiretora executiva da Foxglove, organização sem fins lucrativos sediada no Reino Unido que apoiou o processo judicial.
À reportagem, a Meta disse que o contrato com terceirizadas incluem treinamento e suporte no local 24 horas por dia, além de assistência médica privada. A empresa afirmou, ainda, que o pagamento estava acima dos padrões da indústria.
A controladora do Facebook também informou que usa técnicas, como desfoque, silenciamento de sons e renderização em monocromático para limitar a exposição ao material gráfico pelos moderadores.
O Olhar Digital também acionou a empresa, que afirmou que não irá comentar o caso.
Moderadores já pediram aumento no passado
Desde 2020, a empresa enfrenta processos relacionados ao tema e, em 2023, os trabalhadores da Sama localizados no Quênia, além de terem aberto o processo judicial, chegaram a pedir aumento salarial por conta dos horrores que são obrigados a ver diariamente. Leia tudo sobre o caso nesta matéria do Olhar Digital.