Tesouro misterioso é encontrado em cemitério viking na Noruega

Algumas das joias e moedas desenterradas são originárias de lugares distantes, comprovando a importância do comércio na era viking
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Imagem: Museu Universitário de Bergen

Arqueólogos localizaram joias e moedas de diversas regiões da Europa em três sepulturas vikings escavadas na Noruega. Além disso, foi desenterrada do local uma pedra esculpida no formato de uma genitália feminina.

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As sepulturas, todas as quais pareciam pertencer a mulheres, foram encontradas na costa oeste da Noruega por detectores de metais. Eles datam do início dos anos 800 d.C., durante a Era Viking.

As mulheres provavelmente eram estrangeiras

  • Algumas das joias e moedas desenterradas são originárias de lugares distantes, como a Irlanda, Inglaterra e o Império Franco, que cobria grande parte da Europa Ocidental na época.
  • O mais impressionante foi uma moeda rara do sul da Dinamarca estampada com um barco viking de um lado e um veado do outro.
  • A descoberta revela o comércio de longa distância e a migração que ocorriam nas sociedades daquele período.
  • Segundo os pesquisadores, as mulheres enterradas provavelmente eram estrangeiras que se casaram com homens vikings.
  • As informações são do Live Science.
Uma das joias encontradas no cemitério (Imagem: Museu Universitário de Bergen)

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Enterro viking pode guardar símbolos secretos

A costa oeste da Noruega pode ter sido um ponto de passagem para os viajantes, o que explica a presença de estrangeiros na região. Uma das mulheres foi enterrada com pedras na forma de um barco de quatro metros de comprimento para acompanhá-la à vida após a morte.

No local onde estaria o mastro da embarcação, os arqueólogos encontraram uma pedra em forma de vulva, que pode ter sido usada para simbolizar a mulher enterrada na sepultura. É possível que ela não tenha sido enterrada lá e que a sepultura fosse um memorial sem corpo.

Moeda rara estampa barco viking (Imagem: Museu Universitário de Bergen)

Também foram encontrados materiais usados para a fabricação de lã e outros tecidos, bem como uma chave de bronze. As descobertas sugerem que as mulheres pertenciam a classes sociais mais altas, uma vez que a fabricação de produtos têxteis era considerada uma atividade de prestígio e a chave só poderia pertencer a uma chefe de família.

Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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