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Mais de 60 universidades de língua alemã anunciaram nos últimos dias que estão deixando o X (antigo Twitter). A debandada aconteceu após a realização de uma live na rede social entre Elon Musk e Alice Weidel, líder do partido alemão de extrema-direita AfD e candidata ao cargo de chanceler do país nas próximas eleições.
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A conversa foi acompanhada por mais de 200 mil usuários e tratou de vários temas polêmicos. Uma das partes mais controversas foi a afirmação de Weidel de que o líder nazista Adolf Hitler não era de direita, mas sim um comunista.
Instituições reclamam da atuação da rede social
- A iniciativa de deixar o X partiu da Universidade de Düsseldorf e foi seguida pela Universidade Livre de Berlim, as universidades de Heidelberg, Würzburg e Marburg, assim como a Universidade Médica de Innsbruck, por exemplo.
- “Os acontecimentos no X mostram que a plataforma não cumpre mais sua responsabilidade de promover um discurso justo. Como instituições acadêmicas, não podemos aceitar isso”, explicou a reitora da Universidade Heinrich Heine de Düsseldorf, Anja Steinbeck.
- A orientação da plataforma contradiz, segundo ela, os valores fundamentais das universidades, como o cosmopolitismo e a integridade acadêmica.
- As instituições acusam a rede social de Musk de amplificar o conteúdo populista de direita e restringir o alcance de outras publicações.
- As informações são da DW.

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Papel do X nas eleições alemãs preocupa
O governo da Alemanha também discute a possibilidade de deixar o antigo Twitter. Segundo a porta-voz adjunta Christiane Hoffmann, a rede social têm algoritmos que não não promovem um discurso “objetivo e equilibrado, mas sim um que tende a ser agitado e polarizado”.
O impasse também tem uma pitada de clima eleitoral. Musk tem manifestado repetidamente o seu apoio a partidos de ultradireita e anti-establishment na Europa, caso da AfD, que concorre nas eleições de 23 de fevereiro na Alemanha.

Na live dos últimos dias, o empresário reiterou seu apoio à Alice Weidel, que tem pautas anti-imigração e anti-islâmicas. Este posicionamento acendeu um alerta das autoridades alemãs, que temem que o X possa atuar favorecendo a candidatura, o que violaria as leis da União Europeia.