Siga o Olhar Digital no Google Discover
Nos últimos anos, mais de 60 países anunciaram estratégias para impulsionar o mercado de hidrogênio, especialmente no setor industrial. No entanto, um estudo recente publicado na Nature Energy revela que, em 2023, menos de 10% da produção de hidrogênio verde planejada foi concretizada.
Ofertas
Por: R$ 795,00
Por: R$ 94,99
Por: R$ 1.109,00
Por: R$ 39,90
Por: R$ 204,10
Por: R$ 33,90
Por: R$ 489,00
Por: R$ 169,00
Por: R$ 74,10
Por: R$ 74,10
Por: R$ 1.435,96
Por: R$ 764,99
Por: R$ 3.369,83
Por: R$ 2.998,99
Por: R$ 4.599,00
Por: R$ 521,00
Por: R$ 999,00
Por: R$ 999,00
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,00
Por: R$ 469,00
Por: R$ 5.219,10
O principal obstáculo é o alto custo do hidrogênio, que ainda não é competitivo o suficiente, aliado à falta de disposição para pagar por ele.
Os pesquisadores Adrian Odenweller e Falko Ueckerdt, do Instituto de Pesquisa de Impacto Climático de Potsdam (PIK), analisaram 1.232 projetos de hidrogênio globalmente e concluíram que a falta de competitividade e as incertezas sobre subsídios e regulamentações dificultam o avanço do mercado.
Para alcançar as metas até 2030, seriam necessários subsídios adicionais de cerca de um trilhão de dólares.
Leia também:
- Cientistas fazem descoberta importante na criação de “hidrogênio verde”
- Governo libera R$ 18 bilhões para hidrogênio verde, mas um detalhe preocupa
- Forma de vida bilenar pode revolucionar produção de hidrogênio; entenda

Busca por novas estratégias
- Os pesquisadores sugerem que, em vez de depender de subsídios permanentes, devem ser adotadas estratégias do lado da demanda.
- Entre elas estariam as cotas vinculativas, para garantir que o hidrogênio verde seja direcionado a setores difíceis de eletrificar, como aviação, aço e produtos químicos.
- Um exemplo disso é a regulamentação da UE que exige uma mistura de 1,2% de combustíveis sintéticos baseados em hidrogênio em combustíveis de aviação até 2030, com aumento gradual até 2050.
O estudo também destaca três lacunas principais: a lacuna de implementação, entre o que foi anunciado e o que foi realmente feito; a lacuna de ambição, entre a quantidade de hidrogênio necessária até 2030 e os projetos atuais; e a lacuna de financiamento, onde os subsídios necessários superam os anunciados até agora.
Odenweller e Ueckerdt alertam para os “bloqueios fósseis”, que podem comprometer as metas climáticas, e sugerem que, a longo prazo, uma transição para mecanismos de mercado neutros em tecnologia, como a precificação de carbono, seria crucial para limitar os custos públicos e garantir a competitividade do hidrogênio no futuro.
