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Um ensaio clínico na fase 3 está testando um tratamento que combina quimioterapia com um medicamento de imunoterapia para tratar pacientes com o tipo mais comum de câncer de mama. O resultado foi uma taxa de cura de quase o dobro em relação à quimioterapia sozinha, sugerindo um novo método para lidar com a doença.
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Há alguns anos, a mesma combinação de quimioterapia com o medicamento de imunoterapia foi testada no tratamento do linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer no sistema linfático, e levou a taxas de remissão da doença melhores do que pacientes que passaram apenas pela quimioterapia.

Como funciona o tratamento para o câncer de mama
O ensaio clínico é liderado pelo Peter MacCallum Cancer Center, da Austrália.
Segundo o New Atlas, em 2020, dos mais de 2,3 milhões de casos de câncer de mama, 70% eram de um subtipo relacionado ao receptor de estrogênio positivo (ER+). As células cancerígenas têm receptores ER+ que recebem sinais de hormônios de estrogênio e são ativadas para promover o crescimento celular (das próprias células cancerígenas, aumentando o câncer).
O tratamento deste tipo de câncer de mama normalmente envolve cirurgia para remoção do tumor e quimioterapia, ou terapia hormonal prolongada para interromper o efeito do estrogênio nas células.
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No novo tratamento, a equipe adicionou o medicamento de imunoterapia nivolumab no tratamento de pacientes em estágio inicial recém-diagnosticados. O remédio bloqueia os mecanismos que causam a morte celular das células do sistema imunológico, permitindo que elas estejam ativas e capazes de combater as células cancerígenas.
O ensaio clínico, batizado de CheckMate 7FL, teve 510 pacientes, que receberam quimioterapia com nivolumab intravenoso ou como placebo. A escolha foi randomizada. O estudo mediu o sucesso com base na resposta patológica completa dos participantes, que se refere à ausência de células cancerígenas detectáveis no tecido após o tratamento.

Tratamento quase dobrou taxa de cura do câncer de mama
- As taxas de resposta patológica nos pacientes que receberam quimioterapia com nivolumab intravenoso foram altas, quase o dobro das que receberam placebo: 24,5% contra 13,8%, respectivamente;
- Um acompanhamento mais longo é necessário para observar por quanto tempo os pacientes continuam livres da doença e se há efeitos adversos;
- O ensaio clínico pontuou que, durante o estudo, foram cinco mortes no grupo com o medicamento intravenoso. Duas delas são relacionadas à toxicidade do remédio;
- Ainda assim, a equipe considerou o tratamento um sucesso. Segundo a Professora Sherene Loi, líder do ensaio e autora principal, a combinação teve um resultado animador, que oferece um novo tipo de tratamento para o câncer de mama.