Você pode ter visto, ouvido e/ou lido bastante o termo “DeepSeek” nos últimos dias. Ainteligência artificial (IA) chinesa viralizou nesta semana. Liderou o ranking de aplicativos mais baixados da App Store, desencadeou prejuízo bilionário para a Nvidia. Causou um baita impacto no mundo da tecnologia. Mas, afinal, o que dá para fazer nele? Ele é realmente melhor do que o ChatGPT? O Olhar Digital testou.
Porque a nova IA chinesa importa: a plataforma é aparentemente tão boa quanto o chatbot da OpenAI – e seu desenvolvimento custou bem menos. Além disso, usou um acervo limitado de GPUs – tipo de processador usado para rodar modelos de IA generativa – da Nvidia. Ou seja, mostrou que dá para criar IA sem precisar de investimento bilionário. Daí a supresa dos usuários e do mercado.
DeepSeek vs ChatGPT: Qual é o melhor? Veja comparativos do Olhar Digital
O Olhar Digital fez testes preliminares no DeepSeek. Confira abaixo os resultados entregues pela inteligência artificial chinesa – e, em alguns casos, comparações com respostas do ChatGPT aos mesmos comandos (prompts):
Perguntas abertas e específicas
Muitas pessoas se acostumaram a usar chatbots para buscar informações (desde curiosidades aleatórias até pesquisas a trabalho). Por isso, a reportagem testou a capacidade do DeepSeek e do ChatGPT de responderem perguntas abertas e específicas. Confira abaixo os resultados:
(Imagem: Olhar Digital)
(Imagem: Olhar Digital)
(Imagem: Olhar Digital)
(Imagem: Olhar Digital)
Compreensão e geração de texto
Outro jeito de usar plataformas de IA como DeepSeek e ChatGPT é para “transformar” textos, além de gerá-los. Em outras palavras: pedir para os modelos de IA mudarem e escreverem textos.
No teste seguinte, a reportagem pediu sugestões de legendas para uma postagem no Instagram. Veja o que o DeepSeek e o ChatGPT sugeriram:
(Imagem: Olhar Digital)
(Imagem: Olhar Digital)
Também entra aqui a análise de documentos, outra aplicação útil de plataformas de IA. Por exemplo: resumir textões longos em PDF na hora de montar uma bibliografia sobre algum assunto. Confira abaixo como DeepSeek e ChatGPT se viraram nesta tarefa:
Entre os chamarizes tanto do DeepSeek quanto do ChatGPT (atualmente) está a capacidade dos modelos de IA de “raciocinarem”. Então, a reportagem colocou essa capacidade à prova, com um problema simples. Veja abaixo o que cada IA respondeu:
(Imagem: Olhar Digital)
(Imagem: Olhar Digital)
Plataformas de IA do tipo DeepSeek e ChatGPT também podem ser úteis para planejamento e organização. Com isso em mente, a reportagem testou como ambos montariam, por exemplo, um roteiro de estudos sobre algum tema. Confira abaixo:
(Imagem: Olhar Digital)
(Imagem: Olhar Digital)
Considerações finais
Nos testes (simples e preliminares, vale destacar) do Olhar Digital, o DeepSeek não ficou devendo para o ChatGPT – tanto no quesito qualidade das respostas quanto na velocidade para gerá-las. Além disso, os testes feitos na IA chinesa foram na versão gratuita da plataforma. Já no ChatGPT, era a versão paga.
Em suma, o DeepSeek é uma boa plataforma de IA para uso cotidiano – por exemplo: responder perguntas sobre temas bem consolidados, resumir textos, pedir sugestões para postagens em redes sociais. Ele também é um ótimo tradutor de textos.
Vale mencionar: Quem está acostumado a usar o ChatGPT vai se sentir em casa no DeepSeek porque seu layout, design e interface são bem parecidos aos da plataforma da OpenAI.
No entanto, a reportagem não recomenda usar a IA chinesa para responder perguntas sobre especificidades relacionadas à cultura brasileira. Neste quesito, o ChatGPT ganha com folga. No mais, vale a experimentação.
O DeepSeek está disponível para download nas lojas da Apple e do Google. Mas o cadastro de usuários está instável. A reportagem conseguiu logar apenas por meio da conta do Google.
Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Já escreveu para sites, revistas e até um jornal. No Olhar Digital, escreve sobre (quase) tudo.
Ana Luiza Figueiredo é repórter do Olhar Digital. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), foi Roteirista na Blues Content, criando conteúdos para TV e internet.