Siga o Olhar Digital no Google Discover
A Amazônia e a Mata Atlântica são separadas por centenas de quilômetros. Mesmo assim, os dois ecossistemas compartilham muitas espécies de árvores, o que sempre despertou muita curiosidade dos cientistas.
Ofertas
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 349,90
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 205,91
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 7,60
Por: R$ 21,77
Por: R$ 16,63
Por: R$ 59,95
Por: R$ 7,20
Por: R$ 139,90
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
Por anos, a ciência não soube explicar como isso era possível. Agora, no entanto, uma equipe de pesquisadores apresentou uma nova teoria: as árvores estariam usando os rios como uma espécie de “rodovia”.
Mata Atlântica é ‘colonizada’ por árvores da Amazônia
- Anteriormente, acreditava-se que as árvores preencheram essa lacuna durante alguns períodos do passado, quando a região era muito mais úmida e mais tolerante para o avanço das árvores.
- Com base em novas pesquisas, entretanto, uma nova hipótese foi apresentada.
- Segundo ela, as florestas da Mata Atlântica são constantemente colonizadas por árvores da Amazônia.
- Isso é possível porque as árvores acabam se espalhando em direção aos rios, que transportam as sementes por milhares de quilômetros.
- De acordo com os pesquisadores, este processo acontece lentamente, ao longo de milhares de anos.
- As conclusões foram descritas em estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences.

Leia mais
- Degelo revela floresta milenar sob montanhas nos EUA
- Por que apenas plantar árvores não é suficiente para salvar florestas?
- Árvores antigas podem combater mudanças climáticas; entenda
Eventos de dispersão são lentos e constantes
Durante o estudo, foram analisadas 164 espécies de árvores Ingá, que são comuns nas florestas tropicais da América Latina. O DNA delas foi usado para reconstruir a “árvore genealógica” das plantas, indicando estes padrões de movimentos.
Os pesquisadores identificaram de 16 a 20 casos de espécies migrando da Amazônia para a Mata Atlântica e criando raízes com sucesso em ecossistemas distantes. Esses eventos de dispersão se desdobraram ao longo da linha do tempo evolutiva de Ingá, em vez de serem confinados a eras em que o Brasil estava coberto por florestas úmidas.

As informações são consideradas valiosas para o desenvolvimento de novas estratégias para preservar as florestas ribeirinhas, que ficam localizadas ao longo dos rios. Estes ecossistemas são fundamentais para os habitats ao longo prazo.
O trabalho também reforça uma situação já conhecida. A Mata Atlântica contém cerca de 3 mil espécies de plantas a mais do que a Amazônia. No entanto, apenas 20% do bioma permanece preservado, o que evidencia a necessidade de proteger as florestas que ainda estão de pé.