Siga o Olhar Digital no Google Discover
O uso de cigarros eletrônicos pode aumentar o risco de cáries e alterar a superfície dos dentes, segundo estudo feito pela Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP. A pesquisa foi publicada no periódico científico Archives of Oral Biology.
Ofertas
Por: R$ 36,21
Por: R$ 24,96
Por: R$ 9,90
Por: R$ 5,86
Por: R$ 113,70
Por: R$ 6,90
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 388,78
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 199,00
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 222,11
Os chamados vapes são dispositivos eletrônicos recarregáveis com refis usados para inalar líquido vaporizado com nicotina (incluindo sais de nicotina e nicotina sintética). No Brasil, a comercialização, importação e propaganda são proibidas pela Anvisa desde 2009.
A pesquisa da USP buscou contribuir com outros estudos sobre os impactos do cigarro eletrônico após a popularização do dispositivo. Até então, os estudos mais robustos se restringiam aos problemas cardiovasculares e respiratórios.

“A literatura científica aponta a ausência de um consenso definitivo sobre os riscos de longo prazo que o uso de cigarros eletrônicos pode causar na saúde oral”, explica o professor Manoel Damião de Sousa-Neto, que coordenou a pesquisa.
Leia mais:
- Bélgica proíbe cigarros eletrônicos descartáveis
- Qual é mais prejudicial para a saúde: vape ou cigarro?
- Uso de cigarro eletrônico prejudica função vascular, revela estudo
Como foi feita a pesquisa sobre cigarro eletrônico?
- O Departamento de Odontologia Restauradora da Forp criou máquina de teste de cigarro eletrônico que simula trago e inalação do vapor de vapes em dentes humanos, segundo o Jornal da USP;
- Para avaliar o efeito nos dentes, foram usados molares humanos obtidos do Biobanco de Dentes Humanos da Forp;
- Os dados foram analisados após inalação por três segundos, com intervalos de um minuto entre cada trago, em rotina de quatro horas diárias ao longo de 30 dias consecutivos;
- No total, foram 104 horas de experimento, com inalação de 2.600 mg de nicotina. Isso equivale a 86 maços de cigarro, segundo os pesquisadores. As principais descobertas foram as seguintes:
- Houve redução da “microdureza do esmalte, da dentina e da dentina radicular”: na prática, isso torna os dentes mais vulneráveis;
- O aquecimento do líquido dos vapes cria ambiente mais propício ao desenvolvimento de cáries devido a processo de desmineralização.
“Em resumo, o estudo destacou que o vapor do cigarro eletrônico pode aumentar o risco de cáries, além de comprometer a integridade dos tecidos dentários”, afirmou a professora Aline Gabriel, que também orientou o estudo.
