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A recente onda de fake news sobre o Pix gerou uma série de efeitos, inclusive uma queda expressiva no número de transações. Os boatos afirmavam que haveria uma taxação nas operações feitas através do sistema, o que o governo federal sempre negou ser verdade.
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Agora, um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) revela que uma gigante da tecnologia teria ajudado a espalhar as mentiras. Segundo o trabalho, a Meta recebeu pagamentos para impulsionar a divulgação de anúncios fraudulentos sobre o tema.
Golpistas aproveitaram onda de desinformação
As publicações tiveram seu alcance ampliado pela ferramenta de anúncios da empresa. Golpistas utilizaram imagens do governo e de empresas públicas, como a Caixa, para obter informações sensíveis e dinheiro de vítimas.
Tudo isso em meio à onda de desinformação criada por um vídeo falso feito por inteligência artificial do ministro Fernando Haddad afirmando que taxaria o Pix. No total, foram 1.770 anúncios fraudulentos impulsionados em Facebook e Instagram, entre os dias 10 e 21 de janeiro, segundo nota técnica do NetLab.

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo apontam que os estelionatários se aproveitaram do medo, dúvida e desconfiança causada na população devido à enxurrada de desinformação para atrair vítimas a clicarem em seus anúncios. As informações são da Folha de S.Paulo.
Em nota, enviada ao Olhar Digital, a Meta afirmou que não permite “atividades que tenham como objetivo enganar, fraudar ou explorar terceiros”. E disse estar sempre aprimorando a sua tecnologia para combater atividades suspeitas. A empresa, no entanto, não respondeu qual o destino do dinheiro recebido pelos anúncios fraudulentos.
Leia mais
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Meta permitiu que conteúdos continuassem no ar
- A Meta permite que usuários paguem a partir de US$ 5 por semana para impulsionar suas postagens.
- Quanto maior o valor pago, mais pessoas visualizarão a publicação.
- O problema é que a rede social não colabora com bancos e com o governo brasileiro para localizar as contas, pessoas e empresas envolvidas em fraudes.
- Segundo o estudo, cerca de 70% dos vídeos foram manipulados com IA e não indicavam origem sintética, como exige as regras da Meta.
- Também não apareciam como propaganda política, apesar de usar imagens de políticos eleitos e tratarem de políticas públicas.