DeepSeek: IA envia dados para servidores de empresa chinesa

Relatório divulgado por empresa de segurança aponta que a IA chinesa envia dados confidenciais de usuários por canais não criptografados
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo, editado por Pedro Spadoni 08/02/2025 15:03, atualizada em 04/03/2025 08:32
Logo do DeepSeek em um smartphone; ao fundo, parte da bandeira da China desfocada
(Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock)

O lançamento do DeepSeek, modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido na China, foi um grande acontecimento. No entanto, além de abrir novas oportunidades entusiasmantes, a IA também despertou alguns temores.

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O principal está relacionado com a segurança dos dados usados pelo chatbot. Alguns países, incluindo os Estados Unidos, já determinaram a proibição do uso da ferramenta em dispositivos governamentais. Agora, uma empresa de segurança apresentou um relatório preocupante sobre a tecnologia chinesa.

Diversas medidas de segurança não são aplicadas no DeepSeek, diz empresa

A companhia NowSecure analisou o DeepSeek e anunciou os resultados da sua investigação (confira na íntegra). Segundo o documento, a IA chinesa envia dados confidenciais por canais não criptografados.

Além disso, os conteúdos são enviados para servidores controlados pela ByteDance, empresa chinesa proprietária do TikTok. Isso possibilita que os dados sejam cruzados com outras informações de usuários coletadas.

ByteDance TikTok
Dados da IA são enviados para a ByteDance, controladora do TikTok (Imagem: shutterstock/Ascannio)

A auditoria ainda encontrou outros comportamentos consideraram potencialmente preocupantes. Por exemplo, o aplicativo chinês não está equipado ou disposto a fornecer proteções básicas de segurança de seus dados e identidade. A empresa de segurança afirma que “existem práticas fundamentais de segurança que não estão sendo observadas, intencionalmente ou não”.

Em função dos riscos citados, a NowSecure recomenda que o DeepSeek não seja utilizado. A IA chinesa não se pronunciou oficialmente sobre o relatório até o momento.

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Tela inicial do DeepSeek em um smartphone
Chatbot chinês já virou sensação e atraiu olhares do mundo todo (Imagem: Poetra.RH/Shutterstock)

DeepSeek é considerada uma ameaça para outras gigantes do setor

  • A IA do DeepSeek foi projetada para lidar com tarefas complexas de raciocínio e tem apresentado resultados que vêm surpreendendo o mercado.
  • O grande diferencial é o baixo custo da tecnologia, o que pode ameaçar a posição dominante dos principais players.
  • Para se ter uma ideia, o modelo chinês foi treinado ao custo de aproximadamente US$ 6 milhões, enquanto ferramentas como o Llama 3.1, da Meta, custaram mais de US$ 60 milhões para serem desenvolvidos.
  • A empresa chinesa adota estratégias como o chamado aprendizado por reforço, que permite que os modelos aprendam por tentativa e erro.
  • Além disso, ativa apenas uma fração dos parâmetros do modelo para tarefas específicas, economizando recursos computacionais.
  • E melhora a capacidade dos modelos de processar dados e identificar padrões complexos.
  • A startup ainda adota um modelo parcialmente aberto, permitindo que pesquisadores acessem seus algoritmos.
  • Isso democratiza o acesso à IA avançada e promove maior colaboração na comunidade global de pesquisa.
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Pedro Spadoni
Pedro Spadoni

Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.

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