Brasil é estratégico para energia renovável, diz diretor de agência internacional

Diplomata italiano diz que o país se sobressai na produção de energia hídrica e tem capacidade para triplicar fontes renováveis
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Turbina eólica na Praia do Ceará (Imagem: Cristian Lourenço/iStock)

O Brasil é líder global na lista de nações com matriz elétrica majoritariamente renovável — e isso coloca o país em posição estratégica para garantir a eficiência energética, na opinião do diretor-geral da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, sigla em inglês), Francesco La Camera.

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Para o diplomata italiano, o Brasil se sobressai no que diz respeito à energia hídrica, e tem capacidades para dobrar a eficiência energética e triplicar a capacidade de fontes renováveis como solar, eólica e hídrica, como informa a Agência Brasil.

La Camera está em Brasília para tratar dos preparativos para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em novembro, em Belém. Ele se reuniu nesta quinta-feira (13) com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Barragem de Itaipu é uma das maiores do mundo (Imagem: Tomasz Dutkiewicz/iStock)

“No ano passado, o Brasil demonstrou a capacidade de impulsionar o setor com um acréscimo de mais de nove gigawatts de energias renováveis em sua matriz”, ressaltou o diretor após a reunião. “Penso que concordamos em realizar um fórum de investimento no primeiro trimestre do próximo ano, como seguimento da COP 30”, afirmou.

De acordo com os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), dos 200 gigawatts (GW) de potência alcançados no ano passado, 84,25% são de fontes renováveis e 15,75% de fontes não renováveis (1% Nuclear). 

Atualmente as três maiores fontes renováveis que compõem a matriz de energia elétrica brasileira são hídrica (55%), eólica (14,8%) e biomassa (8,4%) e das fontes não renováveis, as maiores são gás natural (9%), petróleo (4%) e carvão mineral (1,75%).

84% da matriz energética brasileira vêm de fontes renováveis (Imagem: Rodrigo Carvalho/iStock)

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Planos ainda maiores para o futuro

A agência internacional tem consultado autoridades brasileiras para colaborar com o relatório sobre as perspectivas de transição para as energias renováveis na América Latina, que deve ser publicado ainda em 2025, de acordo com a reportagem.

O Brasil ainda não é membro da Irena, já que o processo foi interrompido no governo anterior e teve de ser retomado em janeiro deste ano, durante a 15ª Assembleia Geral da Agência Internacional de Energias Renováveis, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.

Naquela ocasião, o ministro Alexandre Silveira convidou a agência para participar da Coalizão Global para Planejamento da Transição e Segurança Energética, liderada pelo Brasil e que irá ajudar os países sul africanos.

Bruna Barone
Bruna Barone

Bruna Barone é formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Atuou como editora, repórter e apresentadora na Rádio BandNews FM por 10 anos. Atualmente, é colaboradora no Olhar Digital.

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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