Siga o Olhar Digital no Google Discover
Uma dupla de coletores desenterrou fósseis de 500 mil anos do fundo do Rio Steinhatchee, na Flórida (Estados Unidos). Foram mais de 500 peças encontradas e catalogadas, pertencentes a antas, preguiças, tatus e cavalos de antigamente. Algumas espécies eram desconhecidas ou extintas, revelando como era a fauna da época.
Ofertas
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 349,90
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 205,91
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 139,90
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
Os fósseis estavam bem preservados e foram enviados ao Museu de História Natural da Flórida. A pesquisa continua o trabalho no rio, na esperança de encontrar ainda mais registros sobre o passado.

Fósseis de 500 mil anos são encontrados em rio
Tudo começou em 2022, quando Robert Sinibaldi e Joseph Branin, dois coletores de fósseis, encontraram alguns dentes de cavalos no rio. Eles continuaram a busca e, mais tarde, localizaram um casco e um crânio de uma anta. Segundo Sinibaldi, em comunicado, eles logo souberam que ali ficava um sítio importante – só não sabiam o quão importante.
As peças, datadas de 500 mil anos atrás, continuaram aparecendo: eram ossos de cavalos, tatus, antas e preguiças.
No total, o estudo do qual os coletores participaram recuperou 552 fósseis. Desses, 75% pertenciam a uma espécie não identificada de cavalo, o que indica que o local era aberto antes de se tornar arborizado, permitindo a presença desses animais.
As peças também revelaram animais extintos, como as espécies Holmesina e Dasypus, grandes parentes dos tatus, e as preguiças-terrestres Megalonyx e Paramylodon.

Qual a importância da descoberta?
Os fósseis foram compartilhados com o Museu de História Natural da Flórida e revelam segredos da fauna de 500 mil anos atrás:
- Por exemplo, o Homelsina viveu durante o período Irvingtoniano médio, mas passou por mudanças de tamanho e peso ao longo tempo. Segundo os pesquisadores, o animal virou praticamente outra espécie – e os fósseis dão pistas sobre a evolução da anatomia;
- Outro exemplo é o crânio de anta. O fóssil não parece fazer sentido com o que conhecemos sobre o animal hoje. Pode se tratar de um exemplar “excêntrico”, mas também pode revelar algo que não sabemos sobre o passado desse animal.
- No geral, a pesquisa dá pistas sobre como era a fauna na época em que os animais morreram.

Leia mais:
- Fóssil de abelha de quase 15 milhões de anos é descoberto na Nova Zelândia
- Fóssil de 150 milhões de anos pode reescrever a história das aves
- Cobras são inteligentes? Saiba qual espécie se destaca
Por que os fósseis vieram à tona?
De acordo com o IFLScience, a região do rio onde os fósseis foram encontrados já foi um sumidouro que se encheu de sedimentos. Ao longo dos milênios, o curso d’água mudou de rumo.
No entanto, antes disso, a força da água erodiu o antigo sumidouro, permitindo que os fósseis ficassem mais acessíveis.
A equipe segue as buscas por novos fósseis no rio.