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A espaçonave Blue Ghost enviou vídeos e fotos inéditos do outro lado da Lua. O projeto é financiado pela iniciativa Commercial Lunar Payload Services (CLPS) da NASA e operada pela empresa privada Firefly Aerospace. A missão pretende pousar o módulo na região Mare Crisium do satélite terrestre no dia 2 de março.
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No estágio atual, a equipe tem feito manobras com a astronave para colocá-la em uma órbita inferior ao redor da Lua. Durante esses movimento, antes de pousar e entregar os 10 instrumentos científicos que serão utilizados em pesquisas lunares, ela captou imagens surpreendentes.

“Esta manobra moveu o módulo de pouso de uma órbita elíptica alta para uma órbita elíptica muito mais baixa ao redor da Lua. Pouco depois da queima, a Blue Ghost captou imagens incríveis do outro lado da Lua, cerca de 120 km acima da superfície”, diz a equipe em um comunicado.
O objetivo da missão é pesquisar o fluxo de calor do interior lunar, as interações pluma-superfície e os campos elétricos e magnéticos da crosta terrestre. O módulo também deverá captar imagens de raio-x da magnetosfera da Terra, segundo explica a NASA.
“Os testes de tecnologia incluem amostragem de regolito, aderência de regolito, habilidades do Sistema Global de Navegação por Satélite, computação tolerante à radiação e mitigação de poeira usando campos eletrodinâmicos”, comenta a agência espacial. É esperado que as experiências ajudem nos próximos planos de enviar humanos para a Lua.
Pôr do sol lunar: um belo e perigoso fenômeno
Em 14 de março, a Firefly pretende captar em alta definição um fenômeno único: o eclipse total de quando a Terra bloqueia o Sol acima do horizonte lunar. Além disso, a equipe pretende utilizar o equipamento para entender o pôr do sol no satélite terrestre.
“A Blue Ghost irá então capturar o pôr do sol lunar em 16 de março, fornecendo dados sobre como a poeira lunar levita devido às influências solares e cria um brilho no horizonte documentado pela primeira vez por Eugene Cernan, na Apollo 17. Após o crepúsculo, a Blue Ghost operará várias horas na noite lunar”, explica o grupo.
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Acredita-se que o brilho do horizonte lunar aconteça por causa da levitação de poeira por forças eletrostáticas. Embora isso produza uma bela visão, pode ser um problema para os astronautas.
“Além disso, a Lua não tem atmosfera e é constantemente bombardeada pela radiação do Sol, que faz com que o solo fique carregado eletrostaticamente”, explica a Agência Espacial Europeia.
A carga pode ser tão forte que a poeira levita acima da superfície lunar. Isso torna ainda mais provável que as partículas entrem nos equipamentos e nos pulmões das pessoas.
Os desafios atuais do Blue Ghost
Em breve, a Blue Ghost ajudará a NASA a obter mais dados sobre esse fenômeno. Por enquanto, estão se preparando para descerem ao solo. Nesta órbita, a equipe experimentará apagões planejados de comunicações enquanto a nave contorna o outro lado da Lua, segundo explica a Firefly.
“Quando estiver no lado mais próximo, a equipe continuará a fazer downlink de dados e a finalizar o plano para nossa próxima manobra que deixará a Blue Ghost ainda mais perto da superfície lunar e nos manterá no caminho certo para o pouso em 2 de março”, conclui a equipe responsável pela missão.