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A cidade de Iperó, no interior de São Paulo, foi escolhida para receber o maior centro brasileiro de pesquisa para aplicações da tecnologia nuclear. As obras do chamado Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) começaram na última segunda-feira (24).
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Com custo inicial de R$ 926 milhões, o equipamento deverá ser concluído em cinco anos. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o complexo será usado para pesquisas nas áreas da saúde, indústria, agricultura e meio ambiente.
“[O RMB] vai garantir, por exemplo, a autossuficiência do nosso país na produção de radioisótopos, que são usados na fabricação de fármacos para tratamento do câncer. Vamos, assim, reduzir riscos de desabastecimento, diminuir custos e ter melhores condições para atender a população”, disse a ministra Luciana Santos.

Além disso, o espaço vai servir para testar o combustível do submarino nuclear brasileiro que está sendo desenvolvido pela Marinha Brasileira no Centro Industrial Nuclear de Aramar, localizado na mesma região.
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- Medicina nuclear: o RMB garantirá a autossuficiência na produção do radioisótopo Molibdênio-99, essencial para a obtenção do Tecnécio-99m, utilizado em diagnósticos médicos;
- Combustível: o RMB vai possibilitar o desenvolvimento de combustíveis nucleares e materiais utilizados em reatores, viabilizando a qualificação de combustíveis para propulsão nuclear, reatores das centrais nucleares brasileiras e pequenos reatores modulares (SMR);
- Pesquisa científica: o RMB ampliará a capacidade nacional com a utilização de feixes de nêutrons, possibilitando análises avançadas por ativação com nêutrons, desenvolvimento de novos materiais e aplicações em nanotecnologia e biologia estrutural.

“O Reator Multipropósito Brasileiro vai mudar o polo da medicina nuclear no Brasil e no mundo. Pela sua capacidade de produção, de desenvolvimento, de atendimento à sociedade”, afirmou o presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Francisco Rondinelli Junior.
Atualmente, o Brasil tem duas usinas nucleares em operação: Angra 1 e Angra 2, ambas localizadas na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), em Angra dos Reis, Costa Verde do Rio de Janeiro.