Lahars: o desastre vulcânico que pode acontecer sem aviso

Lahars, deslizamentos vulcânicos mortais, podem atingir cidades do Noroeste do Pacífico sem aviso, exigindo evacuações rápidas
Ana Luiza Figueiredo
Ana Luiza Figueiredo, editado por Bruno Capozzi 26/02/2025 14:22, atualizada em 27/02/2025 05:24
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Monte Rainier visto da cidade de Tacoma (Imagem: Earl's Photos / Shutterstock.com)

A costa oeste da América do Norte abriga diversas cidades próximas a vulcões ativos, tornando a região vulnerável a fenômenos naturais extremos. Embora erupções vulcânicas geralmente permitam evacuações planejadas, um outro tipo de desastre pode ocorrer de forma inesperada, colocando populações em risco imediato.

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Os chamados lahars são fluxos de lama e detritos vulcânicos que descem rapidamente pelas encostas das montanhas. Enquanto alguns desses eventos são desencadeados por erupções, há um tipo ainda mais perigoso, conhecido como “no-notice lahar” (algo como “lahar inesperado”), que pode acontecer a qualquer momento devido a fatores externos como chuvas intensas ou derretimento de gelo.

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Centro de Seattle com o Monte Rainier ao fundo (Imagem: SCStock / Shutterstock.com)

Como os lahars se formam

  • Os lahars ocorrem quando sedimentos instáveis acumulados nas encostas de vulcões sofrem deslocamentos abruptos.
  • A infiltração de água da chuva ou o derretimento de geleiras podem desencadear esses deslizamentos, criando um fluxo de lama denso e destrutivo que pode atingir comunidades inteiras em poucos minutos.
  • De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), cerca de 20% das fatalidades associadas a vulcões são causadas por lahars.
  • Um caso notório foi registrado em 1980, quando o Monte St. Helens entrou em colapso, provocando um deslizamento que resultou na morte de 57 pessoas.
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Lahars são fluxos de lama e detritos vulcânicos que descem rapidamente pelas encostas das montanhas (Imagem: VectorMine / Shutterstock.com)

Monitoramento e medidas de segurança

Recentemente, o USGS alertou sobre riscos crescentes no Monte Adams, que apresenta sinais de atividade sísmica elevada. Além disso, registros geológicos indicam que o Monte Rainier já produziu aproximadamente 60 lahars nos últimos 10.000 anos.

Para aumentar a segurança da população, o Cascades Volcano Observatory (CVO) instalou uma rede de mais de 20 estações de monitoramento ao longo da Cordilheira das Cascatas, cobrindo desde a Colúmbia Britânica até a Califórnia. Equipadas com sensores sísmicos, câmeras e alarmes, essas estações podem detectar atividades atípicas e alertar autoridades para evacuações emergenciais.

Tempo é essencial na resposta a lahars

Mesmo com sistemas de monitoramento, a margem de tempo para evacuação é limitada. Em localidades como Orting, Puyallup e Sumner, um lahar originado no Monte Rainier poderia atingir as áreas urbanas em menos de 30 minutos.

Por isso, escolas e órgãos municipais realizam treinamentos regulares de evacuação, ensinando a população a agir rapidamente diante de uma emergência. Esses exercícios são cruciais para garantir que, caso um lahar ocorra, o maior número possível de pessoas consiga deixar as áreas de risco a tempo.

Ana Luiza Figueiredo
Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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