Nosso conhecimento sobre os oceanos está prestes a ser revolucionado

Tecnologia inovadora e redução de custos torna possível a exploração global do fundo marinho, com benefícios para navegação, clima e mais
Leandro Costa Criscuolo
Leandro Costa Criscuolo, editado por Bruno Capozzi 26/02/2025 06:04, atualizada em 26/02/2025 07:21
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Imagem: Olena Lialina/iStock

Cerca de 71% da Terra é coberta por oceanos, mas a maior parte do fundo marinho ainda é desconhecida. A iniciativa Seabed 2030, criada pela Nippon Foundation-GEBCO, tem como objetivo mapear toda a extensão do fundo do oceano até o final desta década.

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Embora seja uma meta ambiciosa, com desafios técnicos e financeiros, avanços estão sendo feitos para tornar esse objetivo viável.

Recentemente, um novo mapeamento foi realizado em 14 países, cobrindo 217.560 km² de áreas costeiras, utilizando uma técnica inovadora chamada batimetria derivada de satélite (SDB), que permite mapear grandes áreas de forma mais barata e eficiente do que com o uso de sonar tradicional.

Essa técnica já demonstrou resultados promissores, com o custo de mapeamento reduzido para cerca de US$ 2 por quilômetro quadrado.

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Técnica Seabed 2030 conseguiu reduzir o custo do mapeamento de oceanos (Imagem: Damsea/Shutterstock) – Imagem: Damsea/Shutterstock

Navio semiautônomo seria solução

  • Victor Vescovo, conhecido por suas expedições de exploração, como a primeira descida aos pontos mais profundos dos oceanos, está liderando esforços para reduzir o custo e aumentar a cobertura do mapeamento marinho.
  • Ele propôs a criação de um navio semiautônomo que, com uma tripulação mínima, usaria o sonar mais avançado para mapear áreas mais profundas do oceano.
  • Essa tecnologia pode aumentar significativamente a quantidade de fundo marinho mapeado por dia.

Atualmente, há cerca de 300 milhões de km² de fundo marinho não mapeados. Com a redução dos custos, a tarefa de mapear os oceanos se torna mais acessível.

Além disso, o mapeamento do fundo do mar pode trazer benefícios importantes para a navegação, modelagem climática e até para a mineração em alto-mar, áreas que carecem de investimentos significativos devido ao alto custo.

Embora ainda seja um grande desafio, a confluência de novas tecnologias pode permitir que o mapeamento global do fundo marinho seja concluído mais rapidamente do que o esperado, e a meta de Seabed 2030 pode estar mais próxima do que imaginávamos.

Mapeamento oceânico pode trazer uma série de benefícios (Imagem: divedog/Shutterstock)
Leandro Costa Criscuolo
Leandro Costa Criscuolo

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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