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Nova tecnologia chinesa pode deixar os caças ‘invisíveis’

Pesquisadores chineses criaram uma antena que reduz as chances de caças de última geração serem detectados por radares inimigos
Alessandro Di Lorenzo09/03/2025 09h03
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Imagem: plavi011/Shutterstock
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Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia Eletrônica da China (UESTC) anunciaram o desenvolvimento de uma nova antena ultraplana. Segundo eles, o dispositivo pode revolucionar a comunicação e a navegação de caças de última geração.

Uma das grandes vantagens desta tecnologia é a possibilidade de reduzir as chances da aeronaves serem detectadas por radares inimigos. Em outras palavras, a antena ajuda a deixar os caças ‘invisíveis’, uma vantagem e tanto em meio a um possível conflito armado.

Uma enorme vantagem para a China

  • O equipamento tem uma altura de apenas 0,047 vezes o comprimento de onda de baixa frequência.
  • Os pesquisadores explicam que isso foi essencial para combinar com o perfil cada vez mais plano das aeronaves de combate.
  • Com oito elementos dispostos em uma matriz circular, a antena pode se integrar à estrutura do jato sem comprometer as faixas de frequência nas quais opera.
  • Além disso, não afeta o desempenho aerodinâmico e minimiza a assinatura de calor, garantindo a capacidade de se manter invisível aos radares.
  • As informações são do South China Morning Post.
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China e EUA travam corrida tecnológica (Imagem: Dilok Klaisataporn/Shutterstock)

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Antena recebe sinais de todas as direções

O desenvolvimento da antena não foi uma tarefa fácil. O maior obstáculo era o tamanho do dispositivo. Isso porque um equipamento maior poderia trazer sérios prejuízos aos caças, tornando eles mais pesados e fáceis de serem detectados.

Por conta disso, os pesquisadores trabalharam no desenvolvimento de um protótipo de apenas 5 mm de altura e a operação em uma ampla faixa de frequências. Isso foi possível graças a reorganização dos elementos da antena em uma matriz circular.

Dispositivo será instalado em caças chineses (Imagem: InsectWorld/Shutterstock)

Como ela também é omnidirecional, pode focar sinais em todas as direções, otimizando a capacidade de comunicação. A presença de uma parede de curto-circuito ainda auxilia no controle do fluxo de corrente elétrica e na absorção de energia extra, dificultando a ação de radares e outros sistemas de detecção.

Alessandro Di Lorenzo é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e atua na área desde 2014. Trabalhou nas redações da BandNews FM em Porto Alegre e em São Paulo.