IA pode ser solução para garantir segurança alimentar no Brasil

Pesquisadores divulgaram um relatório que reúne propostas concretas para solucionar problemas críticos relacionados ao tema
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo, editado por Bruno Capozzi 14/03/2025 05:30, atualizada em 01/04/2025 10:14
Terra seca e rachada; crise hídrica e mudanças climáticas mundiais.
seca - Crédito: Piyaset/Shutterstock

Um dos principais desafios da atualidade é combater a insegurança alimentar global. Apesar de ser uma das principais “fazendas” do mundo, o Brasil não está imune ao problema, que pode se tornar ainda maior em função das mudanças climáticas.

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Pensando nisso, um grupo de pesquisadores apresentou um relatório que reúne propostas concretas para solucionar problemas críticos relacionados ao tema. O trabalho defende a utilização de tecnologias, incluindo a inteligência artificial, para afastar a ameaça da fome.

Tecnologias são fundamentais para a transformação dos sistemas alimentares

O trabalho apresenta soluções inovadoras para problemas como o acesso à água potável, a modernização das infraestruturas rurais e a promoção de cadeias de valor sustentáveis. Além disso, destaca a utilização de tecnologias avançadas, como a IA e as ferramentas digitais para apoiar desde a produção até à distribuição de alimentos, reforçando a resiliência face aos desafios climáticos e sociais.

O documento aponta ainda a importância do fortalecimento das redes de investigação, do desenvolvimento de tecnologias locais e da inclusão digital como pilares fundamentais para a transformação dos sistemas alimentares.

Cérebro com os dizeres "AI" dentro
IA pode ser utilizada para aumentar produção e evitar desperdícios (Imagem: Anggalih Prasetya/Shutterstock)

Para os pesquisadores, há três pilares fundamentais para aprimorar a segurança alimentar: a promoção da pesquisa científica básica e tecnológica e a modernização e ampliação da infraestrutura de CT&I como um pacto geopolítico na América Latina e Caribe; o aumento dos financiamentos públicos e privados para o desenvolvimento da CT&I de segurança alimentar; e a formação, atração e fixação de recursos humanos com foco em segurança alimentar nos centros de ensino e pesquisa.

Dessa forma, o relatório serve como um guia prático para governos, organizações e comunidades acadêmicas comprometidas com a erradicação da fome e a garantia da segurança alimentar na América Latina. O documento na íntegra pode ser acessado clicando aqui.

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plantação
Pesquisadores defendem que a fome não é resultado da falta de comida existente (Imagem: Soru Epotok/Shutterstock)

Insegurança alimentar pode aumentar no futuro

  • De acordo com os pesquisadores, a insegurança alimentar não é um mero resultado da escassez de alimentos, mas sim uma construção social e política.
  • Os países da América Latina e Caribe, por exemplo, apresentam uma distribuição interna bastante desigual.
  • Enquanto a prevalência de insegurança alimentar moderada e grave foi de 14,1% no Uruguai e de 15,9% na Costa Rica, entre 2019 e 2021, o índice atingiu 55,8% da população da Guatemala e 82,5% do Haiti.
  • Segundo os autores, há, em curso, três graves ameaças globais à saúde e à sobrevivência humana: as pandemias de desnutrição, de obesidade e as mudanças climáticas.
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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