Em 2010, a Fiat lançou a segunda geração do Uno, um modelo que representou uma grande evolução em relação ao clássico Mille. Com um design mais moderno, arredondado e uma plataforma completamente nova, o “Novo” Uno conquistou o público e se tornou um sucesso de vendas.
Mas, com a alta da inflação nos últimos anos, quanto custaria o mesmo modelo 0 km em 2025? Para responder a essa pergunta, o Olhar Digital realizou uma simulação utilizando a calculadora de correção monetária do Banco Central.
Quanto custaria um Fiat Uno 2010 hoje?
Para calcular o valor atualizado desse modelo, é preciso considerar o preço médio das versões do “Novo” Uno 2010 e aplicar os índices de correção monetária, como o IPCA (Índice de preços ao consumidor).
Os preços do “Novo” Fiat Uno em 2010 variavam consideravelmente, dependendo da versão e opcionais. As versões de entrada, como a Attractive 1.0, tinham preços que começavam em torno de R$ 28.000.
A Vivace 1.0, lançada mais tarde com carroceria de duas portas, era a mais barata, vendida por R$ 25.550, enquanto versões mais equipadas, como a Way 1.4, podiam ultrapassar os R$ 30 mil.
Ao aplicar a correção monetária utilizando o IPCA, estima-se que o “Novo” Uno mais básico custaria hoje mais de R$ 76 mil (R$ 76.651,07). Na prática, o mesmo carro custaria cerca de 3 vezes mais caro em 2025.
“Novo” Uno se destacou no mercado por sua robustez e confiabilidade, contribuindo para sua valorização no mercado de usados. (Imagem: Divulgação/Fiat)
No entanto, é fundamental destacar que esses valores são apenas uma referência. O preço real de um “Novo” Uno 2010 no mercado de usados, por exemplo, é influenciado por outros fatores, tais como a versão e opcionais, bem como o estado de conservação.
Ainda assim, a simulação oferece uma dimensão do impacto da inflação no preço dos automóveis, e nos faz questionar como o poder de compra do brasileiro diminuiu ao longo dos anos.
Para obter informações mais precisas sobre o valor atualizado, recomenda-se consultar a tabela FIPE e realizar pesquisas em sites de classificados online e concessionárias de usados.
Como era o Novo Fiat Uno 2010?
O “Novo” Fiat Uno lançado em 2010 representou uma mudança radical em relação ao seu antecessor, o Uno Mille. Ele trouxe um design inovador e uma nova plataforma, marcando uma nova fase para o famoso compacto da Fiat.
O design do “Novo” Uno era mais arredondado e moderno, com linhas suaves e um visual jovial. Isso o diferenciava completamente do design mais quadrado do Uno Mille. (Imagem: Divulgação/Fiat)
O hatch oferecia uma ampla gama de opções de personalização, foi construído sobre uma nova plataforma, que proporcionava maior rigidez estrutural e segurança, e contava com opções de motores 1.0 e 1.4, ambos flex, com bom desempenho e economia de combustível.
O Uno 2010 oferecia diversos opcionais, como ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas, e sistema de som. (Imagem: Divulgação/Fiat)
Em 2011, o modelo alcançou números de vendas expressivos, com mais de 270 mil unidades emplacadas. Esses dados nos dão uma boa referência de como o veículo caiu nas graças dos brasileiros.
Por que os carros ficaram tão caros no Brasil?
O Uno, que já foi um dos carros mais acessíveis do Brasil, também viu seus preços dispararem nos últimos anos de produção. A última versão foi lançada no Brasil em 2021. Em geral, os preços variavam entre R$ 60.990 a R$ 84.990.
O Fiat Uno saiu de linha em 2021. A versão menos cara do época era a Way 1.3 Firefly Flex, vendida por R$ 60.990. (Imagem: Divulgação/Fiat)
Essa mudança foi resultado de uma combinação de fatores:
A alta generalizada dos preços no Brasil, especialmente nos últimos anos, impactou diretamente o setor automotivo.
Os custos de produção, como matérias-primas e componentes, aumentaram, e as montadoras repassaram esses aumentos para o consumidor final.
A moeda brasileira também perdeu valor frente ao dólar, o que encareceu os produtos importados utilizados na produção de veículos.
Os consumidores brasileiros passaram a buscar carros com mais tecnologia, segurança e conforto, o que aumentou os custos de produção.
As montadoras, para atender essa demanda, passaram a oferecer mais opcionais e versões mais completas, o que elevou os preços dos veículos.
As novas exigências de segurança, como airbags e freios ABS obrigatórios, encareceram os carros.
Além disso, as normas de emissões de poluentes também exigem investimentos em tecnologia, elevando os custos de produção.
Os impostos sobre veículos no Brasil são altos, o que também contribui para o aumento dos preços.