Tesla: depois dos protestos e da queda nas vendas, há mais uma má notícia

O número de proprietários negociando os modelos fabricados pela Tesla atingiu um recorde
tesla
Imagem: Roschetzky Photography/Shutterstock

A Tesla enfrenta um momento delicado. Além do aumento da concorrência de empresas chinesas, da queda nas vendas de carros elétricos e dos protestos violentos contra a montadora, o número de proprietários negociando os modelos fabricados pela companhia de Elon Musk atingiu recorde.

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De todos os veículos trocados nas concessionárias dos EUA por carros novos ou usados até 16 de março, 1,4% eram da Tesla. Este é o maior número de veículos da fabricante de veículos elétricos já registrado, de acordo com dados do site de compras de carros dos EUA Edmunds.

Polêmicas envolvendo a figura de Musk estão por trás do movimento

Em março do ano passado, apenas 0,4% de todos os veículos comercializados eram Teslas. Este número subiu para 0,8% em janeiro deste ano e 1,2% em fevereiro, indicando um movimento constante de proprietários trocando os veículos.

O movimento tem sido registrado em meio a uma onda de críticas por conta da aproximação entre Musk e Donald Trump. O bilionário é criticado por promover, a pedido do presidente, cortes de funcionários do governo dos EUA, além do encerramento de contratos de financiamento de programas humanitários ao redor do mundo.

Fachada da Tesla, com o logo da empresa
Tesla vive momento delicado (Imagem: Trygve Finkelsen/Shutterstock)

Uma série de protestos, inclusive marcados por atos de violência, foram registrados nas últimas semanas nos EUA. Em alguns deles, manifestantes colocaram fogos em veículos da Tesla. Segundo Jessica Caldwell, chefe de insights da Edmunds, as trocas fazem parte deste cenário. As informações são do The Washington Post.

A fidelidade à marca está se tornando um ponto de interrogação maior, pois fatores como o crescente envolvimento público de Elon Musk no governo, as preocupações com a depreciação da Tesla e sua crescente saturação nas principais áreas metropolitanas deixam alguns proprietários de longa data se sentindo desconectados da marca.

Jessica Caldwell, chefe de insights da Edmunds

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Ao fundo, fotos de ELon Musk (direita) e Donald Trump (esquerda); à frente, parte da bandeira dos EUA tremulando na tela de um smartphone
Trump nomeou Musk para um posto na Casa Branca (Imagem: bella1105/Shutterstock)

Demanda por veículos da Tesla desacelerou

  • A parcela de pessoas que consideram comprar um novo Tesla também caiu.
  • De acordo com a Edmunds, em fevereiro, 1,8% dos compradores de carros no site estavam pensando em comprar um novo modelo da empresa de Musk.
  • Isso representa a menor proporção desde outubro de 2022.
  • O número atingiu o pico de 3,3% no final de novembro de 2024.
  • Ainda de acordo com o levantamento, quando os consumidores trocam um Tesla, a maioria está comprando modelos elétricos ou híbridos, inclusive de montadoras rivais.
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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