Saúde: cientistas alertam para nova ameaça global

Estudo alerta que uma doença está mostrando sinais claros de transmissão entre humanos, aumento os riscos de uma nova pandemia
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo, editado por Bruno Capozzi 01/04/2025 09:27, atualizada em 01/04/2025 20:55

No ano passado, a mpox foi classificada como uma nova emergência global pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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A ameaça foi constatada em função da rápida propagação da variante 1B do vírus, mais contagiosa e que já foi registrada em alguns países da África, Ásia e até na Europa.

Agora, um estudo da Universidade de Surrey, na Inglaterra, aponta que a doença está mostrando sinais claros de transmissão entre humanos. Segundo os pesquisadores, isso pode tornar ela uma ameaça à saúde global.

Mutações estão deixando o vírus mais ameaçador para os humanos

Os cientistas responsáveis pelo trabalho descobriram que o contato íntimo é agora uma forma significativa de propagação do vírus. Essa mudança na forma como é transmitida a doença está levando a cadeias de transmissão mais longas e surtos duradouros.

Tubo com sangue e adesivo escrito "mpox"
Mpox virou emergência mundial no ano passado (Imagem: QINQIE99/Shutterstock)

De acordo com os pesquisadores, este é um efeito da variante da Mpox. A situação revela que o vírus está acumulando mutações genéticas específicas, impulsionadas por enzimas no corpo humano, que podem estar alterando as propriedades virais.

A maior preocupação é que isso leve a doença a se adaptar aos humanos, facilitando a transmissão e podendo gerar uma nova pandemia, por exemplo. As conclusões foram descritas em estudo publicado na revista Nature Medicine.

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Sintoma mais comum da doença são as erupções cutâneas (Imagem: Irina Starikova3432/Shutterstock)

O que é a mpox?

  • A mpox era anteriormente conhecida como varíola dos macacos.
  • O nome foi alterado pela OMS no final de 2022.
  • Trata-se de um vírus que causa lesões na pele do rosto, podendo se espalhar para outras partes do corpo, incluindo a região genital.
  • Outros sintomas incluem febre, fadiga e dores.
  • A doença foi descoberta pela primeira vez no final da década de 1950.
  • Desde então, há evidências de que o vírus passou por mutações, principalmente nos últimos três a quatro anos, que permitiram uma transmissão entre humanos com mais facilidade.
  • Apesar do aumento nas mutações e na transmissão, mais da metade das variantes do vírus detectadas entre 2018 e 2022 são consideradas “silenciosas”, porque não alteram nenhuma das proteínas virais necessárias para escapar das células do nosso sistema imunológico.
  • A mpox tem transmissão peculiar: depende do contato físico próximo e prolongado.
  • Assim como alguns outros vírus, incluindo a Covid-19, a gravidade depende da idade e condição de saúde da pessoa infectada.
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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