Tarifas de Trump: pode sobrar até para Hollywood!

Autoridades da China estariam estudando uma possível redução ou proibição total das importações de filmes dos EUA
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Indústria criativa diz não ver "razão" para alterar regras atuais a pedido de big techs (Imagem: Ekaterina Chizhevskaya/iStock)

As tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tiveram como alvo todos os países do mundo. Mas não é segredo que a medida tenha como principal objetivo a China, principal concorrente dos norte-americanos.

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Até agora, o tarifaço sobre os chineses foi de 54%, mas pode chegar a 104% no futuro. Isso porque a Casa Branca ameaçou aumentar as taxas caso haja retaliações, o que Pequim já prometeu fazer.

E até mesmo Hollywood pode sofrer as consequências desta guerra comercial.

China representa a segunda maior bilheteria do mundo

No fim de semana passado, A Minecraft Movie, da Warner Bros. e da Legendary, quebrou a hegemonia do blockbuster local Ne Zha 2, que já durava 10 semanas. Foram mais de US$ 2,11 bilhões em arrecadação na China.

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Guerra comercial pode afetar até mesmo o cinema (Imagem: New Africa/Shutterstock)

No entanto, este grande resultado pode não significar muita coisa, especialmente pensando no futuro das produções estrangeiras em território chinês. De acordo com a Variety, o governo da China estuda diversas maneiras de retaliar as tarifas anunciadas pela Casa Branca.

Uma das medidas potenciais é a redução ou proibição total das importações de filmes norte-americanos. Lembrando que a China representa a segunda maior bilheteria do mundo para os filmes dos EUA e que uma ação do tipo causaria grandes prejuízos econômicos para a indústria cinematográfica norte-americana.

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Retrato de Trump.
Medida seria uma retaliação aos anúncios recentes de Trump (Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock)

Mercado chinês já conta com regras bastante rígidas

  • As autoridades chinesas possuem o controle absoluto sobre a distribuição de filmes no país.
  • Os longas estrangeiros só podem ser legalmente disponibilizados em território chinês por meio de uma das duas empresas estatais criadas para este fim.
  • Além disso, existe uma cota de importação de 34 filmes.
  • Em outras palavras, é necessário escolher quais as produções que irão disputar com as obras chinesas.
  • De qualquer forma, ser exibido na China pode impulsionar (e muito) a bilheteria de um filme.
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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