Siga o Olhar Digital no Google Discover
Em 2013, o filme Her (ou “Ela” aqui no Brasil) trouxe Joaquin Phoenix no papel de um homem que se apaixona por um sistema de inteligência artificial. E apesar de fictícia, a trama sobre relações entre humanos e IA reflete um fenômeno atual cada vez mais comum – principalmente na chamada Gen Z, de acordo com um novo estudo.
Ofertas
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 349,90
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 205,91
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 139,90
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
Entenda:
- 80% dos jovens da Gen Z se casariam com uma IA, revela um estudo da Joi AI, empresa de chatbots de inteligência artificial;
- Ainda, 83% acredita que conseguiria formar vínculos emocionais profundos com essa tecnologia – e 75% dos jovens até acham que ela poderia substituir completamente a companhia humana;
- Uma especialista em relacionamentos da empresa explica que as IAs representam uma forma de “suporte emocional” para pessoas que se sentem estressadas ou sozinhas;
- Essa busca pela tecnologia, entretanto, está enfraquecendo cada vez mais as conexões humanas entre a Geração Z, e aproximando-a de relações simuladas.

A pesquisa realizada pela Joi AI, empresa de chatbots de inteligência artificial, contou com 2 mil membros da Geração Z. Dos participantes, 80% afirmaram que se casariam com uma IA, e 83% disseram conseguir formar vínculos emocionais profundos com esse tipo de tecnologia.
Leia mais:
- Jovem se apaixona por chatbot de IA e tira a própria vida; mãe processa empresa
- Meu amigo robô: como assistentes de IA estão moldando nossas relações
- Devemos ter o direito de nos casar com uma IA? Brasileiros divergem
Gen Z acredita que IA pode substituir companhia humana
O estudo ainda aponta que, para 75% dos participantes, os sistemas de inteligência artificial poderiam substituir completamente a companhia humana. Isso porque os chatbots “oferecem um tipo distinto de suporte emocional”, afirma Jaime Bronstein, terapeuta e especialista em relacionamentos da Joi AI, à Forbes.
Bronstein explica que, da mesma forma que buscamos a IA para tarefas do cotidiano, as pessoas começaram a perceber que ela também pode ser usada como um “melhor amigo digital” em caso de estresse ou solidão. “Às vezes, é simplesmente bom ter alguém, mesmo que seja uma IA.”

Estudo revela tendência preocupante
Para a socióloga digital Julie Albright, os dados divulgados pela Joi AI são preocupantes.
Ela diz que a inteligência artificial está provocando mudanças fundamentais nos hábitos de relacionamento das gerações mais jovens, fazendo com que se apoiem na tecnologia e recorram cada vez menos às conexões humanas.
“Isso irá, de certa forma, satisfazer essa necessidade de conexão por meio de um relacionamento simulado, distanciando-nos ainda mais uns dos outros, já que a conveniência e a facilidade dos relacionamentos sem atrito da IA substituem os relacionamentos mais confusos, difíceis e, às vezes, cheios de atrito da carne”, destaca.