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A televisão já foi vista como o fim do cinema. Mas, em vez de morrer, a sétima arte evoluiu: criou novas linguagens, reinventou formatos e encontrou seu próprio espaço. Hoje, a inteligência artificial é tratada como a próxima ameaça às indústrias criativas. Será? A história mostra que, diante de grandes mudanças, quem inova sobrevive – e ainda brilha.
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Na década de 1950, a chegada das TVs nos lares provocou pânico em Hollywood. Estúdios temiam que as pessoas abandonassem as salas de cinema de vez. O que aconteceu foi o oposto: o cinema investiu em inovações como o widescreen, o som estéreo e narrativas mais complexas – tudo o que a TV da época não podia oferecer. Como destaca o The Conversation, o cinema não morreu, ele se reinventou.
O paralelo com a IA é direto. Hoje, artistas e criadores temem ser substituídos por algoritmos capazes de gerar textos, imagens e músicas em segundos. Mas, como mostra a experiência histórica, a saída pode não ser combater a nova tecnologia – e sim incorporá-la. Usar a IA como aliada criativa pode abrir novos caminhos, democratizar o acesso às ferramentas de criação e expandir ainda mais as fronteiras da arte.
Como o cinema transformou ameaça em revolução
Para salvar a experiência do cinema diante da televisão, a indústria apostou na inovação técnica e estética. Vieram o widescreen, o 3D e o som multicanal, criando um espetáculo que nenhuma TV da época podia replicar. As produções também aceleraram a adoção do filme colorido e passaram a se associar a eventos de “alta cultura”, como teatro e ópera, com filmes mais longos, aberturas e intervalos.

Nem todas as ideias pegaram – e algumas soaram até ridículas, como o “smell-o-vision”, que liberava cheiros durante o filme “Scent of Mystery” (1960). Ainda assim, o esforço de inovar transformou a própria linguagem do cinema. Diretores abraçaram o widescreen não só como diferencial técnico, mas como uma nova forma de contar histórias em grandes e épicas telas.
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O impacto foi tão profundo que o cinema deixou de disputar espaço com a TV e criou uma experiência sensorial própria. Inovar não era apenas uma questão de sobrevivência, era uma forma de transformar limitações em novas possibilidades estéticas. Em vez de resistir à mudança, o cinema a incorporou como motor de evolução.
IA: ameaça ou próxima revolução criativa?
A inteligência artificial gera hoje o mesmo frio na barriga que a televisão causou décadas atrás. Textos, músicas, pinturas e roteiros podem ser produzidos em minutos, desafiando a ideia de autoria e talento humano. Mas, assim como o cinema não desapareceu, a criação humana também não precisa ser substituída, ela pode evoluir junto.

A IA não é apenas uma máquina de cópias. Ela pode ser uma ferramenta de experimentação, inspiração e até democratização do acesso criativo. Em vez de temer o que a tecnologia pode fazer, a chave está em usá-la para ampliar o que só os humanos conseguem transmitir: emoção, nuance, surpresa.
Assim como a televisão se tornou aliada do cinema, a inteligência artificial pode ser a faísca de uma nova era nas artes. A criatividade continua a ser um terreno humano – e, agora, com novos instrumentos para explorá-lo como nunca antes.