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Em 1972, a antiga União Soviética lançou uma espaçonave chamada Kosmos 482 com destino a Vênus. A missão fazia parte do ambicioso programa Venera, criado para estudar o planeta vizinho da Terra. Das 29 sondas enviadas ao longo de 22 anos, apenas 16 conseguiram chegar ao destino correto.
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Muitas das espaçonaves que falharam ficaram presas na órbita da Terra. Algumas caíram de volta no mesmo ano em que foram lançadas. A Kosmos 482, no entanto, levou mais de cinco décadas para retornar. Após 53 anos, ela finalmente reentrou na atmosfera da Terra no último sábado (10), de forma descontrolada.

A espaçonave foi vista pela última vez sobrevoando a Alemanha às 3h04 (pelo horário de Brasília), segundo a Agência Espacial Europeia (ESA). Pouco tempo depois, desapareceu do radar, sugerindo que caiu entre 3h04 e 4h32. Acredita-se que ela tenha mergulhado no Oceano Índico, a oeste de Jacarta, na Indonésia, embora o local exato ainda seja desconhecido.
Imagens feitas por radar mostram a sonda girando no espaço pouco antes da reentrada. Esses registros da queda da Kosmos 482 provavelmente são os únicos. Até agora, não há relatos de que alguém tenha visto o evento a olho nu nem de que restos tenham sido encontrados no solo.
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Espaçonaves do programa soviético Venera eram ultrarresistentes
Vênus, o destino original da sonda, é um planeta extremamente hostil. Sua temperatura média é de 464°C, com pressão atmosférica 92 vezes maior que a da Terra e chuva de ácido sulfúrico. Por isso, as sondas enviadas até lá precisam ser muito resistentes.
A Kosmos 482 foi construída para suportar essas condições. Sendo assim, havia a chance de que ela sobrevivesse, ao menos em parte, à queda na Terra.
O caso levanta um alerta sobre o lixo espacial. Ao longo de anos, a Terra é cercada por restos de satélites, foguetes e sondas antigas. Hoje, especialistas defendem que espaçonaves devem ser planejadas para se desintegrar completamente ao reentrar na atmosfera.
Essa ideia ainda não é adotada por todos os fabricantes. Muitos equipamentos continuam sendo enviados ao espaço sem esse cuidado. Mesmo quando queimam na reentrada, podem liberar gases prejudiciais à camada de ozônio da Terra.
O retorno da Kosmos 482 foi tranquilo, mas serve como aviso. O espaço ao redor da Terra está ficando lotado e mal gerido. Se nada mudar, o risco de acidentes pode aumentar nos próximos anos.