DeepSeek: IA chinesa recebe nova atualização

O R1-0528 é um modelo de IA que teria uma capacidade de raciocínio semelhante ao o4 mini e o3, da OpenAI
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo, editado por Bruno Capozzi 29/05/2025 08:59, atualizada em 29/05/2025 22:18

O lançamento do DeepSeek, modelo de inteligência artificial desenvolvido na China, impactou o mercado de tecnologia. A ferramenta rapidamente derrubou ações de gigantes do setor, provocando prejuízos bilionários.

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Aos poucos, os investidores foram se acalmando. Mas agora as incertezas estão de volta graças ao lançamento de uma atualização pela empresa chinesa que promete intensificar a competição com rivais como a OpenAI, dona do ChatGPT.

Modelo R1-0528

A novidade do DeepSeek é o R1-0528. O modelo teria uma capacidade de raciocínio semelhante ao o4 mini e o3 da OpenAI e ficaria à frente de rivais do setor como o Grok 3 mini, da xAI, e do Qwen 3, do Alibaba.

Tela inicial do DeepSeek em um smartphone
Empresa chinesa não forneceu maiores detalhes sobre a novidade (Imagem: Poetra.RH/Shutterstock)

A empresa chinesa não divulgou maiores informações sobre o novo lançamento. Ela se resumiu a dizer que fez uma “pequena atualização de teste” e que os usuários poderiam começar a testar a nova ferramenta em breve, sem fornecer uma data.

Independentemente do poder desta nova atualização, o DeepSeek acelerou a corrida pela IA, forçando as empresas do mundo todo a fornecerem descontos para o acesso das ferramentas, bem como apressando o lançamento de novos produtos. Ainda há expectativa que o modelo R2, um sucessor do R1, seja lançado nos próximos meses.

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DeepSeek virou um dos principais concorrentes do ChatGPT, financiado pela Microsoft (Imagem: Poetra.RH/Shutterstock)

Lançamento do DeepSeek foi um marco

  • A IA do DeepSeek foi projetada para lidar com tarefas complexas de raciocínio e tem apresentado resultados surpreendentes.
  • O grande diferencial é o baixo custo da tecnologia, o que pode ameaçar a posição dominante dos principais players.
  • Para se ter uma ideia, o modelo chinês foi treinado ao custo de aproximadamente US$ 6 milhões, enquanto ferramentas como o Llama 3.1, da Meta, custaram mais de US$ 60 milhões para serem desenvolvidos.
  • A empresa chinesa adota estratégias como o chamado aprendizado por reforço, que permite que os modelos aprendam por tentativa e erro.
  • Além disso, ativa apenas uma fração dos parâmetros do modelo para tarefas específicas, economizando recursos computacionais.
  • E melhora a capacidade dos modelos de processar dados e identificar padrões complexos.
  • A startup ainda adota um modelo parcialmente aberto, permitindo que pesquisadores acessem seus algoritmos.
  • Isso democratiza o acesso à IA avançada e promove maior colaboração na comunidade global de pesquisa.
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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