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A inteligência artificial está na moda. Por conta disso, diversas startups têm investido de forma pesada na tecnologia para os mais diversos propósitos. No entanto, nem todas são, de fato, o que dizem ou parecem ser.
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A Builder.ai, por exemplo, prometia revolucionar a criação de aplicativos com IA. O problema é que seu sistema de redes neurais era, na verdade, composto por uma equipe de 700 engenheiros humanos. A revelação da fraude fez com que a companhia decretasse falência.

Companhia sustentou a mentira sobre o uso da IA por oito anos
- A startup de Londres era avaliada em US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 8,5 bilhões).
- Ela, inclusive, recebia investimentos de grandes empresas, como a Microsoft.
- No entanto, todos os seus financiadores também estavam sendo enganados.
- A companhia sustentou a mentira por oito anos.
- Durante o período, usou o trabalho de humanos para entregar os serviços supostamente feitos pela IA revolucionária.
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Investigações descobriram o esquema fraudulento
A plataforma “Natasha” foi anunciada como uma assistente de IA capaz de projetar e programar apps em tempo recorde. Investigações, no entanto, revelaram que os pedidos dos clientes eram repassados a desenvolvedores humanos, que escreviam código sem o uso de inteligência artificial.
O fundador e então CEO da Builder.ia, Sachin Dev Duggal, deixou o cargo em fevereiro de 2025, pouco antes do colapso da empresa. Seu sucessor, Manpreet Ratia, relatou que o negócio se tornou insustentável após credores retirarem US$ 37 milhões de suas contas.

A Builder.ai ainda enfrentou denúncias de manipulação contábil, com um faturamento real em 2024 quatro vezes menor que o anunciado. A crise fez com que cerca de mil funcionários fossem demitidos e os serviços da companhia foram totalmente paralisados.
O caso acende um alerta sobre os riscos relacionados ao mercado de inteligência artificial. Este pode não ser um caso isolado, representando um grande desafio para investidores, reguladores e consumidores da tecnologia.