Plágio de IA? Huawei nega que tenha copiado modelo do Alibaba

Suposição surgiu após "correlação extraordinária" entre o modelo de IA Pangu Procom, da Huawei, e o Qwen 2.5 14B, do Alibaba
Ilustração de inteligência artificial em chip
(Imagem: dee karen/Shutterstock)

O mercado de inteligência artificial está bastante aquecido. Atualmente, são inúmeras empresas globais do setor de tecnologia que têm investido muito tempo e dinheiro no aperfeiçoamento destas ferramentas.

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Além dos benefícios tecnológicos gerados por esta intensa disputa, no entanto, existem também algumas brigas. É o caso do mais recente episódio envolvendo duas gigantes chinesas: a Huawei e o Alibaba Group.

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Huawei garante que seu modelo de IA foi criado de forma independente (Imagem: Tada Images/Shutterstock)

“Correlação extraordinária” entre modelos de IA

De acordo com reportagem da Reuters, a divisão de pesquisa de IA da Huawei afirmou que teria desenvolvido e treinado de forma totalmente independente o seu modelo Pangu Pro. Isso significa negar as alegações de que a companhia teria copiado um produto da rival Alibaba.

As especulações sobre um eventual plágio surgiram após a publicação de um artigo na plataforma de compartilhamento de código Github. O texto dizia que a IA da Huawei mostrou uma “correlação extraordinária” com o Qwen 2.5 14B do Alibaba.

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Alibaba Group não se pronunciou sobre o assunto (Imagem: hxdbzxy/Shutterstock)

Em outras palavras, a divulgação teria insinuado que o modelo Pangu Pro não teria sido treinado do zero. Se for verdade, isso teria implicações como violação de direitos autorais, fabricação de informações em relatórios técnicos e falsas alegações sobre o investimento da companhia no treinamento do modelo.

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Modelos de IA seriam bastante parecidos (Imagem: Anggalih Prasetya/Shutterstock)

Huawei garante que processo não violou nenhuma regra

  • A resposta do laboratório da Huawei foi contundente.
  • Em comunicado, a empresa garantiu que o seu modelo “não foi baseado no treinamento incremental de modelos de outros fabricantes” e que “fez inovações importantes em arquitetura, design e recursos técnicos”.
  • A chinesa ainda disse que sua equipe de desenvolvimento aderiu estritamente aos requisitos de licença de código aberto, sem detalhar quais modelos teriam sido utilizados no processo.
  • Já o Alibaba Group não se manifestou sobre o assunto até o momento.
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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