Imagem mostra uma região da floresta amazônica, iluminada pelo pôr do sol, com as árvores e neblina na parte de baixo. Imagem: streetflash / Shutterstock
Muitas vezes ao acordar de manhã é possível se deparar com um fenômeno meteorológico que deixa a cidade embaçada, como se as nuvens tivessem deixado um rastro pelas ruas e no horizonte. E uma dúvida comum tende a surgir: qual é a diferença entre um nevoeiro, neblina e névoa?
Estes são fenômenos atmosféricos bastante comuns no outono e inverno, e, ao contrário do que se pode pensar, eles não são preditivos de chuva ou garoa, muito pelo contrário, são sinais meteorológicos que sinalizam tempo firme e céu aberto.
Tem diferença entre nevoeiro, neblina e névoa?
A resposta curta é sim. Embora sejam semelhantes, existem diferenças entre esses fenômenos meteorológicos, e a principal delas é a intensidade da umidade, já que a neblina é uma nuvem com pequenas gotículas de água que desce próxima ao solo.
Nevoeiro em estrada em Apucarana, Paraná. (Imagem: Shutterstock)
O cenário perfeito para criação desses lençóis de nuvens se dá no dia anterior, mais especificamente à noite. Quanto mais limpo estiver o tempo durante a madrugada, maior a probabilidade de o céu amanhecer embaçado. Altos níveis de umidade também colaboram para o surgimento desse fenômeno meteorológico.
Nevoeiro, neblina ou névoa surgem geralmente pela manhã, antes do nascer do sol, uma vez que o aquecimento provocado pelo astro-rei do Sistema Solar dissipa esses lençóis de nuvens.
Nevoeiro e neblina são sinônimos, trata-se do mesmo fenômeno meteorológico, embora nevoeiro seja um nome mais técnico, e neblina uma nomenclatura mais popular. Para o seu surgimento, a umidade do ar precisa estar alta, acima de 90% segundo informações da Climatempo.
A principal característica do nevoeiro é ser mais denso, provocando uma neblina mais embranquecida que prejudica a visibilidade de maneira mais intensa. Para se ter uma ideia, a visibilidade horizontal chega a ser inferior a um quilômetro. Não à toa, interfere muitas vezes no trânsito terrestre e no fluxo de aviões nos aeroportos.
A neblina é bastante comum nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, e é também nas serras, vales e regiões litorâneas onde ela costuma surgir com mais intensidade por causa dos altos índices de umidade dessas regiões. Vento fraco ou a ausência dele também são fatores para a formação do nevoeiro.
Regiões de mata são conhecidas pela alta umidade e a formação de neblina. (Imagem: Maarten Zeehandelaar/Shutterstock)
Névoa
Já a névoa é um fenômeno meteorológico mais brando do que a neblina, ela não chega a atrapalhar com contundência a visibilidade. Quando ela surge, a visibilidade varia de um a cinco quilômetros de distância. Para o seu surgimento, a umidade do ar precisa estar mais baixa, cerca de 80%.
Outro fenômeno existente é a névoa seca. Como o nome sugere, ela surge devido à baixa umidade do ar, geralmente inferior a 30% – número inclusive considerado prejudicial à saúde segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que indica o padrão ideal de 40% a 70% para o organismo humano.
Além da poluição, incêndios florestais também podem causar a névoa seca. (Imagem: Shutterstock)
A névoa seca costuma ser poluente e surge principalmente em estações mais secas, e contém em sua composição partículas de poeira e de fumaça causada por incêndios florestais, por exemplo.
Sistemas de alta pressão também favorecem o surgimento da névoa seca, pois eles pressionam o ar de cima para baixo, concentrando as camadas de poluentes na parte mais baixa da atmosfera.
Angelina Miranda é jornalista formada pela UNIP. Com dez anos de atuação, atuou como repórter na Folha de S. Paulo e também colaborou para a Revista Fórum. É redatora no Olhar Digital desde 2023.
Layse Ventura é jornalista (Uerj), mestre em Engenharia e Gestão do Conhecimento (Ufsc) e pós-graduada em BI (Conquer). Acumula quase 20 anos de experiência como repórter, copywriter e SEO.