Microsoft cria agente de IA para detectar malware sem humanos

Ainda considerado um protótipo, Projeto Ire usa engenharia reversa completa para classificar se um software é malicioso ou inofensivo
Bruna Barone
Bruna Barone, editado por Ana Luiza Figueiredo 06/08/2025 04:27, atualizada em 01/09/2025 19:50
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Verificação das descobertas se baseia em uma ferramenta criada a partir de depoimentos de especialistas (Imagem: janews/Shutterstock)

A Microsoft apresentou um agente de inteligência artificial (IA) autônomo capaz de analisar e classificar se um software é malicioso ou inofensivo, sem assistência. Ainda considerado um protótipo, o Projeto Ire realiza engenharia reversa completa de um arquivo de software sem nenhuma pista sobre sua origem ou finalidade.

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“A arquitetura do sistema permite raciocínio em vários níveis, desde análise binária de baixo nível até reconstrução de fluxo de controle e interpretação de alto nível do comportamento do código”, diz o comunicado.

A compreensão dos arquivos analisados pelo agente de IA se dá a partir de ferramentas de engenharia reversa, incluindo sandboxes de análise de memória da Microsoft com base no Projeto Freta, ferramentas personalizadas e de código aberto, pesquisa de documentação e vários descompiladores, segundo a empresa.

Logo da Microsoft na fachada do prédio da empresa
Compreensão dos arquivos pelo agente de IA se dá a partir de engenharia reversa (Imagem: ShU studio/Shutterstock)

Enfrentando a fadiga

A Microsoft diz que a tecnologia vai ajudar a combater a “fadiga de erros e alertas” enfrentada por analistas que revisam manualmente a plataforma Defender, responsável pela verificação de mais de um bilhão de arquivos mensalmente.

“Não há uma maneira fácil de comparar e padronizar como diferentes pessoas analisam e classificam ameaças ao longo do tempo. Os especialistas sobrecarregados de hoje são vulneráveis ao burnout, um problema bem documentado na área”, diz a nota.

O novo projeto — uma colaboração entre a Microsoft Research, a Microsoft Defender Research e a Microsoft Discovery & Quantum — vai automatizar um processo “inerentemente complexo e caro”.

Defender verifica mais de um bilhão de arquivos mensalmente (Imagem: T. Schneider/Shutterstock)

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Desempenho moderado

Em um dos testes, o agente de IA analisou mais de quatro mil arquivos não classificados por sistemas automatizados e programados para revisão manual.

A verificação das descobertas se baseia em uma ferramenta criada a partir de depoimentos de especialistas em engenharia reversa. Com base nas evidências, o sistema cria um relatório final e classifica a amostra como maliciosa ou inofensiva.

Desempenho geral do agente foi considerado ‘moderado’ (Imagem: vectorfusionart/Shutterstock)

“O sistema identificou corretamente muitos dos arquivos maliciosos, com poucos alarmes falsos e uma taxa de falsos positivos de apenas 4%. Embora o desempenho geral tenha sido moderado, essa combinação de precisão e baixa taxa de erros sugere potencial real para implantação futura”, promete a empresa.

Bruna Barone
Bruna Barone

Bruna Barone é formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Atuou como editora, repórter e apresentadora na Rádio BandNews FM por 10 anos. Atualmente, é colaboradora no Olhar Digital.

Ana Luiza Figueiredo
Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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