Siga o Olhar Digital no Google Discover
Uma espécie de peixe que viveu no período Cretáceo, entre 145 e 66 milhões de anos atrás, foi descrita por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em parceria com o Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em um artigo publicado na revista científica Nature.
Ofertas
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 349,90
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 205,91
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 139,90
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
O trabalho foi possível graças à descoberta de um fóssil durante a expedição Paleoantar, realizada na Formação da Ilha Snow Hill, na Antártica, que envolveu diversas instituições brasileiras. Trata-se do vertebrado mais completo encontrado nesta localidade.
“A descoberta de Antarctichthys longipectoralis acrescenta uma nova dimensão à nossa compreensão da anatomia dos decertídeos e da evolução dos Aulopiformes durante o Cretáceo Superior”, escrevem os autores.

Uma nova espécie de peixe
- A análise filogenética mostrou que o Antarctichthys ocupa uma posição central como gênero-irmão de Rhynchodercetis e Hastichthys, contribuindo para a diversidade de decertídeos posteriormente;
- Segundo os autores, o espécime relatado é único. “A presença de uma conexão otofísica bem desenvolvida, mandíbulas desdentadas e raios da nadadeira peitoral incomumente alongados representam uma configuração anatômica única entre os decertídeos, expandindo a disparidade morfológica conhecida dentro do grupo”, escrevem;
- As características anatômicas também podem fornecer insights potenciais sobre adaptações ecológicas, como estratégias de alimentação especializadas (possivelmente relacionadas à alimentação por filtração).

Leia mais:
- Esse peixe vive desde antes dos dinossauros e segue quase igual
- O bacalhau está sumindo e encolhendo — e a culpa é nossa
- Baiacu é mesmo perigoso? Entenda como funciona a toxina desse peixe
Pesquisa durou cinco anos
O fóssil foi escaneado por microtomografia computadorizada, uma técnica que fornece imagens de raio-x sem danificar o objeto. As projeções são geradas em alta resolução, possibilitando aos cientistas a realizarem análises minuciosas, com detalhes. O espécime foi recriado com cabeça longa, corpo delgado e pequenos espinhos neurais, medindo entre oito e dez centímetros.
À Agência Brasil, a bióloga Valéria Gallo, professora titular do Departamento de Zoologia da UERJ, explicou que a descoberta corrobora a importância de pesquisas na Antártica para a compreensão da evolução da vida e da biodiversidade atual.

“O continente antártico, hoje uma vastidão gelada, já foi um ambiente rico em florestas e vida marinha. Descobertas como essa revolucionam nosso entendimento sobre como ecossistemas antigos responderam às mudanças ambientais. A presença desse fóssil sinaliza que a área da Península Antártica provavelmente possuía um clima mais quente e maior biodiversidade durante o Cretáceo.”