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Nos últimos anos, a indústria cinematográfica tem enfrentado um inimigo crescente: o uso de filmes como fonte de dados para treinar sistemas de inteligência artificial. Para combater essa prática, a Universal Pictures adotou uma estratégia inédita.
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Desde junho deste ano, produções como “Como Treinar o Seu Dragão”, “Jurassic World Rebirth” e “Bad Guys” 2 exibem, nos créditos finais, um aviso legal proibindo explicitamente que seus conteúdos sejam usados no treinamento de IA. As informações são do Hollywood Reporter.
O texto, amparado por leis dos Estados Unidos e de outros países, alerta que a duplicação, distribuição ou exibição não autorizada pode gerar responsabilidade civil e até processos criminais. Em alguns mercados, o aviso menciona também a legislação europeia de 2019, que permite aos criadores reservar direitos e impedir o uso de suas obras em pesquisas científicas, medida que desagradou grandes empresas de tecnologia.

O avanço da IA e o risco para Hollywood
Para os estúdios, a ameaça vai além da pirataria tradicional. A popularização de ferramentas capazes de gerar conteúdo visual a partir de texto — como o Midjourney — acendeu um alerta. Há registros de imagens produzidas por IA que reproduzem quase fielmente cenas de filmes famosos, de “Vingadores: Guerra Infinita” a “Top Gun: Maverick”, além de animações de “Shrek”, “Ratatouille” e “The Lego Movie”.
Essa capacidade de replicar estilos e personagens preocupa, pois pode alimentar um mercado de conteúdo audiovisual criado inteiramente por IA. Plataformas como o Showrunner, da Fable Studios, já oferecem a possibilidade de criar episódios de séries a partir de poucos comandos, com planos ambiciosos de lançar um longa-metragem gerado por IA em 2026 e fechar acordos de licenciamento com grandes estúdios.

Disputa jurídica e impactos financeiros para a Universal
A ofensiva da Universal e de outros estúdios contra empresas de IA poderá definir um marco legal importante: se o uso de obras para treinar modelos é protegido pelo princípio de fair use (uso justo). Até agora, decisões judiciais nos EUA têm favorecido empresas de tecnologia, mas abriram espaço para responsabilização quando o material foi obtido ilegalmente.

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Entre os principais pontos dessa disputa:
- Cópia de obras protegidas: o treinamento de IA exige a duplicação de arquivos, o que pode configurar violação.
- Danos financeiros expressivos: multas por infração intencional podem chegar a US$ 150 mil por obra.
- Precedente global: decisões nos EUA podem influenciar legislações em outros países.
Com o mercado audiovisual competindo por um público cada vez mais disperso, a batalha contra o uso não autorizado de filmes para treinar IA é vista como crucial para a sobrevivência de um modelo de negócios já pressionado.