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A popularização da inteligência artificial abre diversas oportunidades. A ferramenta promete reduzir custos e aumentar a eficiência nos mais variados setores. Por outro lado, há quem tema que ela provoque demissões em massa.
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Em artigo publicado no portal The Conversation, Ben Spies-Butcher, professor da Universidade Macquarie, da Austrália, discute como a IA pode ser utilizada dentro do modelo econômico atual. E se é possível que haja uma mudança deste sistema.

IA promete abundância de recursos
- Segundo o especialista, os mercados funcionam como uma balança entre recursos escassos e necessidades infinitas.
- Essa escassez, por sua vez, afeta os preços dos produtos.
- E a necessidade de pagar por eles exige que as pessoas trabalhem, ganhem dinheiro e produzam ainda mais bens e serviços.
- A IA, por outro lado, promete trazer uma abundância nunca antes experimentada no planeta.
- O que, para Spies-Butcher, dificilmente se encaixa na lógica de mercado atual.
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Renda universal e serviços gratuitos
O professor lembra que milhares de pessoas podem perder o emprego por causa da popularização da IA. Isso criaria uma multidão de indivíduos sem renda, e que não poderiam pagar pelos serviços e bens oferecidos. Neste sentido, a ideia de uma renda universal pode ser a solução.
Se todos tivessem uma renda garantida alta o suficiente para cobrir as necessidades, as economias de mercado poderiam ser capazes de gerenciar a transição e as promessas da tecnologia poderiam ser amplamente compartilhadas.
Ben Spies-Butcher, professor da Universidade Macquarie

Para o especialista, não devemos resistir à IA, e sim tornar o mundo mais adequado para a adoção dela. Outra solução sugerida é, em vez de dar dinheiro às pessoas para comprar o que precisam, garantir que serviços essenciais, como saúde, transporte e educação sejam gratuitos.
Claro, isso significaria mudar a forma como a IA e outras tecnologias são aplicadas – socializando efetivamente seu uso para garantir que atendam às necessidades coletivas. As propostas de renda básica universal ou serviços destacam que, mesmo em leituras otimistas, é improvável que a IA por si só traga uma utopia.
Ben Spies-Butcher, professor da Universidade Macquarie