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A cena é comum: o gato curioso se aproxima do chuveiro, escorrega, se molha e foge em disparada. A ideia de que gatos e água não combinam é quase universal. Mas há exceções — alguns felinos podem até gostar de um banho.
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Segundo Kristyn Vitale, especialista em comportamento animal da Maueyes Cat Science and Education, “a maioria dos gatos tem aversão à água, mas isso não se aplica a todos os indivíduos”. A explicação envolve evolução, criação e biologia, como mostra o Popular Science.
Evolução em ambiente seco
- O ancestral direto dos gatos domésticos é o gato-selvagem-africano (Felis silvestris lybica), que habita desertos e savanas.
- Como caçava em terra firme, nunca desenvolveu comportamentos relacionados à água.
- Quando começou a ser domesticado há cerca de 10 mil anos, no Crescente Fértil, já vivia em ambientes secos — herança que explica por que seus descendentes atuais evitam mergulhos.

A criação também influencia. Diferente dos cães, expostos desde cedo a praias e banhos, a maioria dos gatos raramente tem contato positivo com água.
Se a primeira experiência for traumática — como cair no chuveiro ou ser lavado após um acidente — o medo pode se reforçar. Mas, se a experiência for boa, alguns chegam até a procurar a água, como Pym, o famoso “gato do chuveiro”.
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Banhos? Melhor evitar
Em geral, não é recomendável dar banho em gatos. Eles se limpam sozinhos, e perfumes de sabonetes ou xampus podem mascarar o cheiro natural que lhes dá segurança. Além disso, a água pode atrapalhar o funcionamento dos bigodes, usados para orientação no espaço.
Como introduzir água sem traumas
Para filhotes ou gatos jovens, a introdução deve ser gradual. Fontes de água são ótimas para que eles explorem no próprio ritmo. Outra opção é brincar com água corrente na pia ou acariciar o gato com a mão levemente molhada.
“É como nas pessoas: algumas adoram nadar, outras têm medo. Essa individualidade também existe entre os gatos”, resume Vitale.
