Afinal, por que as pessoas compram um robô humanoide?

Por US$ 6 mil, o Unitree R1 oferece mobilidade impressionante e abre espaço para educação, pesquisa e até entretenimento
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unitree r1 Imagem: Unitree Robotics/YouTube/Reprodução

Os robôs humanoides que víamos em filmes, séries e desenhos já saíram das telinhas e vieram para o mundo real. Exemplo disso é o que não falta, dos Optimus, da Tesla, até o Figure 02, da Figure AI’is. Esses carinhas simpáticos (nem sempre) já fazem parte dos noticiários de ciência, inclusive, já falamos bastante deles por aqui no Olhar Digital.

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Porém, apesar de já existirem e até mesmo alguns já sendo colocados à venda, parecia distante demais ter um desses só para você. Agora, a empresa de robótica chinesa, Unitree Robotics quer aproximar, pelo menos um pouco, essa tecnologia do público geral.

(Imagem: IM Imagery/Shutterstock)

O Unitree R1 custa “apenas” US$ 6 mil (cerca de R$ 32.498,99), segundo informações do site The Conversation. Tudo bem, segue sendo um preço elevado, mas parece uma pechincha quando comparado aos US$ 30 mil (cerca de R$ 162.494,97) do Optimus.

Movimento, agilidade, peso e altura do robô

O R1 mede 1,2 m de altura, pesa 25 kg e conta com diversas articulações e “juntas”, o que garante movimentos bastante humanos. Compacto e fácil de transportar, traz sensores avançados com câmeras 3D, microfones e conexão sem fio. Seu computador interno processa visão e áudio em tempo real.

Quando pensamos em robôs humanoides, geralmente pensamos em ajudantes como o H.E.R.B.I.E., do Quarteto Fantástico, que tem como função primordial facilitar nosso dia-a-dia. Apesar de ser uma ideia tentadora, ainda estamos distantes de ter pequenos “mordomos” que lavam, cozinham e passeiam com nossos filhos.

Por que comprá-lo?

Mas, afinal, por qual motivo seria interessante adquirir um robô que ainda não vai realizar todos as tarefas domésticas?

Unitree r1 pode dar cambalhotas Imagem: Unitree Robotics/YouTube/Reprodução

Existem algumas respostas para esta pergunta, vamos a elas:

  • Educação e pesquisa: ferramenta acessível para universidades e estudantes testarem IA, visão computacional e robótica.
  • Assistência leve: pode realizar pequenas tarefas, como buscar ou carregar objetos em casa ou em um escritório.
  • Interação social: útil em ambientes de hospitalidade, eventos ou cuidados, com gestos e movimentos humanizados.
  • Trabalho colaborativo: em armazéns ou laboratórios, pode ser treinado para tarefas simples ao lado de pessoas.
  • Entretenimento e performance: pode ser usado em shows, apresentações artísticas ou como atração tecnológica.

O Unitree R1 impressiona pelo hardware, mas sua autonomia é de apenas 1 hora, com bateria de troca rápida – suficiente para treinos e testes em laboratórios. O preço acessível abre espaço para pesquisas em mobilidade, visão e interação.

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Apesar do potencial, o software ainda é limitado: muitos deles usam rotinas pré-programadas ou controle remoto. O desafio é fazê-lo entender e agir com segurança em ambientes reais, aprendendo equilíbrio, destreza e adaptação a terrenos irregulares.

Recentemente, o influenciador Lucas Rangel publicou alguns vídeos com um robô humanoide no Instagram, sendo possível acompanhar como funciona esta tecnologia:

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Matheus Labourdette
Matheus Labourdette

Matheus Labourdette é redator no Olhar Digital.

Layse Ventura
Layse Ventura

Layse Ventura é editora de SEO no Olhar Digital e mestre pela UFSC.

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