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Uma revisão abrangente da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF) mostra que a saúde óssea depende não apenas da prática regular de atividades físicas, mas também da redução do tempo sentado.
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Mesmo atividades leves, como caminhar, oferecem benefícios mensuráveis, enquanto longos períodos de sedentarismo aumentam o risco de fraturas.

Detalhes do estudo
- O estudo analisou densidade mineral óssea (DMO) e risco de fraturas em crianças, adolescentes, adultos e idosos.
- Em crianças e adolescentes, passar muito tempo sentado prejudica o desenvolvimento ósseo, enquanto exercícios de impacto e sustentação de peso fortalecem os ossos.
- Em adultos, a atividade física moderada a vigorosa aumenta a DMO e reduz o risco de fraturas, enquanto períodos prolongados sentados comprometem a saúde óssea, especialmente no quadril e na pelve.
- Entre idosos, mesmo pequenas atividades diárias, como tarefas domésticas, melhoram a DMO e diminuem a fragilidade, especialmente em mulheres na pós-menopausa.
- A substituição de apenas 30 minutos de sedentarismo por movimento leve já trouxe benefícios significativos para a coluna vertebral.
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Impactos de sedentarismo e exercício para os ossos
A revisão reforça que atividade física e sedentarismo afetam os ossos de forma independente: ser ativo não neutraliza os danos de ficar sentado por muito tempo. Diretrizes da OMS – 60 minutos/dia para crianças e 150–300 minutos/semana para adultos – estão alinhadas com essas descobertas.
“Instamos governos, profissionais de saúde e formuladores de políticas a incentivar estilos de vida ativos e reduzir o comportamento sedentário em todas as idades para garantir ossos saudáveis e prevenir fraturas”, afirmam os pesquisadores da IOF.
Os autores destacam que políticas públicas e práticas médicas devem apoiar ambientes ativos – escolas, cidades caminháveis, academias e parques acessíveis – e que mesmos pequenos aumentos na movimentação diária podem proteger os ossos ao longo da vida.
O estudo foi publicado na revista Calcified Tissue International.
