Siga o Olhar Digital no Google Discover
Por quase 200 anos, acreditou-se que o gelo se torna escorregadio porque a pressão ou o atrito derretiam sua superfície, criando uma fina camada de água. Mas uma nova pesquisa da Universidade de Saarland, na Alemanha, derruba essa explicação clássica.
Ofertas
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 349,90
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 205,91
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 7,60
Por: R$ 21,77
Por: R$ 16,63
Por: R$ 59,95
Por: R$ 7,20
Por: R$ 139,90
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
A pesquisa está publicada na revista Physical Review Letters.

Descoberta muda o que sabíamos
- O estudo liderado pelo professor Martin Müser mostra que o fenômeno ocorre por causa das interações entre os dipolos moleculares do gelo e da superfície em contato com ele — como a sola de um sapato ou um esqui.
- Essas interações desorganizam a estrutura cristalina do gelo, transformando a camada superficial em um estado amorfo e escorregadio, mesmo sem derretimento causado por pressão ou atrito.
- Segundo Müser, “nem a pressão nem o atrito desempenham um papel particularmente significativo na formação da fina camada líquida no gelo”.
- As simulações computacionais da equipe revelaram que a desordem na rede cristalina é suficiente para criar a película que faz com que pessoas escorreguem.

Leia mais:
- Entenda a relação entre aquecimento global e duração dos dias
- Amostra de gelo revela 12 mil anos de história da Europa
- Novo tipo de gelo exótico pode ser encontrado no espaço
Escorregadio mesmo no frio extremo
A descoberta também derruba outra crença: a de que, abaixo de -40 °C, não se formaria película líquida no gelo. De acordo com Müser, essa camada continua a surgir mesmo em temperaturas extremamente baixas — ainda que seja tão viscosa quanto mel, tornando o deslizamento muito mais difícil.
A pesquisa reescreve parte fundamental da física de superfícies congeladas e abre novas perspectivas para entender fenômenos como o esqui, a patinação e a mobilidade em regiões polares.
