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Um teste da Firefly Aerospace terminou em um grave acidente após o estágio propulsor do foguete Alpha 7 explodir nesta segunda-feira (29) nas instalações da empresa no Texas, EUA. Ninguém ficou ferido e a empresa ainda está avaliando o impacto na plataforma de testes; nenhuma outra instalação foi afetada.
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“Testes regulares fazem parte da filosofia da Firefly – testamos cada componente crítico, motor e estágio do veículo para garantir que operem dentro dos nossos requisitos de voo antes do envio para a plataforma de lançamento”, diz um comunicado. “Aprendemos com cada teste para aprimorar nossos projetos e construir um sistema mais confiável.”
Pelo programa, o foguete será lançado da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia, ainda neste ano, para transportar um satélite comercial da Lockheed Martin. A explosão ocorreu no momento em que o veículo passava por teste nos disparos dos quatro motores do propulsor, movidos a querosene, segundo o site Ars Technica.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram uma bola de fogo na plataforma de testes e uma coluna de fumaça preta sobre as instalações, a 64 quilômetros de Austin. O fogo pode ter começado dentro do compartimento do motor do propulsor, de acordo com a reportagem. Os detalhes oficiais do que pode ter causado o acidente ainda não foram divulgados.
Histórico de falhas
O lançamento marcaria o retorno do foguete Alpha às missões espaciais após a falha ocorrida em abril que resultou na suspensão de novos testes até o término das investigações. No mês passado, a Administração Federal de Aviação (FAA) autorizou a retomada das operações com uma lista de medidas corretivas que, segundo a Firefly, já estavam sendo implementadas.
Naquela ocasião, uma onda de choque danificou o motor do segundo módulo após uma falha no primeiro estágio. Os investigadores concluíram que a ruptura foi causada por dano térmico, que ocorre quando um foguete se expande em altitudes mais elevadas. Como solução, a empresa anunciou que aumentaria a espessura do sistema de proteção térmica no Estágio 1 e reduziria o ângulo de ataque durante as fases principais do voo.

Em seis lançamentos do Alpha, apenas duas missões foram totalmente bem-sucedidas; outras duas colocaram suas cargas úteis em órbitas fora do alvo; e em outros dois momentos, incluindo a estreia em 2021, os voos não atingiram a órbita. Em 2020, um propulsor Alpha pegou fogo na mesma plataforma de testes durante a preparação para o voo inaugural.
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No mercado financeiro, as ações da Firefly fecharam 17,9% abaixo do preço de sua oferta pública inicial após a falha no teste, segundo o site StockTwits. Entre investidores, o sentimento é de “otimista” em relação à empresa ante “extremamente otimista” na semana anterior. “Um incidente durante um teste não é tão dramático. Nenhuma carga útil desapareceu”, escreveu um usuário.

A Firefly abriu capital na bolsa de valores no mês passado para financiar o foguete Eclipse de médio porte, desenvolvido em parceria com a Northrop Grumman. Além da Lockheed Martin, a empresa tem como clientes a Força Espacial dos EUA, a NASA e a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) para lançar satélites de segurança e meteorológicos. A Firefly também realiza missões na Lua, incluindo o programa Blue Ghost, que realizou um pouso bem-sucedido em março deste ano.