Gastos com IA podem ultrapassar US$ 2,8 trilhões até 2029

Relatório aponta que as big techs estão adotando uma estratégia agressiva para ampliar a infraestrutura relacionada à IA
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo 30/09/2025 10:39, atualizada em 30/09/2025 22:01

Ampliar a infraestrutura de inteligência artificial parece ser o principal objetivo das grandes empresas de tecnologia na atualidade. As big techs têm anunciando grandes investimentos no setor, um movimento que deve se acentuar ainda mais, segundo um novo relatório.

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O Citigroup elevou sua previsão de gastos com IA para mais de US$ 2,8 trilhões (quase R$ 15 trilhões) até 2029. Anteriormente, a entidade estimava que seriam destinados US$ 2,3 trilhões (pouco mais de R$ 12 trilhões) até a data.

Cérebro com os dizeres "AI" dentro
IA é considerada estratégica pelas grandes empresas de tecnologia (Imagem: Anggalih Prasetya/Shutterstock)

Ninguém quer ficar para trás na corrida pela IA

Segundo reportagem da Reuters, o boom da IA ainda parece estar longe do fim. A publicação cita o relatório como uma prova de que as grandes empresas estão dispostas a investir grandes quantidades de recursos na criação e expansão de data centers, por exemplo.

Gigantes como Microsoft, Amazon e Alphabet (dona do Google) já anunciaram investimentos bilionários na construção destes espaços. O objetivo das companhias é atender à crescente demanda de inteligência artificial.

data center
Big techs estão anunciando grandes investimentos em data centers (Imagem: Oselote/iStock)

Para os analistas do Citigroup, a demanda global de computação de IA ainda precisaria de 55 gigawatts de nova capacidade de energia até 2030, o que necessitaria de ainda mais recursos. O documento afirma que os resultados financeiros do terceiro trimestre devem mostrar qual deve ser o caminho seguido pelas big techs.

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Ao centro, está escrito "AI"; ao redor, notas de dinheiro caindo
Setor de IA já movimenta quantias extraordinárias de dinheiro (Imagem: TSViPhoto/Shutterstock)

Preocupação com o endividamento das empresas

  • Apesar dos enormes retornos potenciais, o relatório também manifesta uma certa preocupação relacionado ao endividamento das gigantes da tecnologia.
  • Isso porque os analistas apontam que apenas os lucros das big techs não são mais suficientes para financiar a construção da infraestrutura de IA desejada.
  • Neste cenário, muitas companhias estão tomando empréstimos para não ficar para trás na corrida pela inteligência artificial.
  • Alguns investidores já se perguntam se este modelo é sustentável financeiramente.
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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