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O cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter está desaparecendo. Pesquisadores calcularam o quão rápidos as rochas dessa formação tem sido “roubadas” pelos planetas do Sistema Solar — um processo que a humanidade deve estar atenta para prever possíveis colisões com a Terra. O estudo está disponível no servidor de pré-impressão arXiv, onde aguarda revisão por pares.
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Durante a formação do Sistema Solar, há 4,6 bilhões de anos, o material no cinturão de asteroides estava a caminho de colapsar e se tornar um planeta. No entanto, a gravidade de Júpiter evitou esse processo ao embaralhar a região e transformar as colisões em destrutivas mais do que construtivas.

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Áreas conhecidas como Ressonâncias Gravitacionais, onde a órbita dos asteroides interage com astros como Marte e Saturno, desestabilizam o anel de rochas. Essa influência de outros corpos dispara os objetos do cinturão para o Sistema Solar interno, onde estão os planetas rochosos, ou ao Sistema Solar externo, onde residem os gasosos. Quando não escapam, esses corpos colidem e viram poeira espacial.
Cinturão de asteroides é mais dinâmico do que se pensava
Os astrônomos do novo estudo calcularam o quão rápido o cinturão tem sido degradado. A equipe descobriu que a região está perdendo cerca de 0,0088% de seu material envolvido em colisões, um número significante de massa quando considerada a imensa escala de tempo do Sistema Solar.
O estudo também revelou o destino desses objetos. Aproximadamente 20% escapa como asteroides que passam perto da Terra, ou adentram nossa atmosfera. Os outros 80% colidem entre si até se tornarem poeira de meteoro, um material brilhante visível no céu noturno após o pôr do sol.
A pesquisa pode ajudar na defesa de nosso planeta. Compreender o trajeto do material ejetado do cinturão colabora em futuras previsões de potenciais colisores com a Terra.

O grupo extrapolou a perda de massa para o passado. Há cerca de 3,5 bilhões de anos, a região de asteroides seria 50% mais massivo do que hoje, com uma taxa dobrada de perda de material. A estimativa está em acordo com evidências geológicas que registram uma taxa de impactos decrescente nos últimos bilhões de anos.
A pesquisa revela que o cinturão de asteroides não é uma peça fixa do Sistema Solar, mas sim uma região dinâmica. O grupo acredita que compreender os processos que ocorrem nessa área do espaço dá pistas de como a Terra se formou. Os dados também ajudar a modelar previsões do movimento de rochas com potencial de colisão com o nosso planeta.