Deserto do Atacama é tomado por flores; entenda o fenômeno

Floração foi observada nos últimos dias por uma extensão de vários quilômetros no deserto do Atacama, o mais árido do mundo
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Imagem: reprodução/redes sociais

O deserto do Atacama tem cerca de mil km de extensão, sendo considerado o mais alto e árido do planeta. Nestas condições, é difícil imaginar a presença de flores no local. No entanto, elas foram avistadas por uma extensão de vários quilômetros.

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Cientistas explicam que isso foi possível graças às chuvas acima da média registradas na região nos últimos dias. O cenário possibilitou que mais de 200 espécies de flores silvestres emergissem do solo árido.

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Chuva acima da média na região possibilitou o fenômeno (Imagem: Daniel Tadevosyan/Shutterstock)

Um dos anos mais chuvosos na região

Em condições normais, a média de chuva por ano no deserto do Atacama é de apenas dois milímetros. No entanto, chuvas torrenciais encharcaram o solo e as terras altas da região nos meses de julho e agosto.

Segundo cientistas, o ano de 2025 já é considerado um dos mais chuvosos na história do deserto. Para se ter uma ideia, algumas zonas fronteiriças a grandes altitudes contabilizaram até 60 milímetros de chuva no período citado.

Flores começaram a surgir no solo árido da região (Imagem: reprodução/redes sociais)

Isso possibilitou o surgimento de diversas flores, a maioria de coloração roxa (há também amarelas, azuis, brancas…), dando uma cara totalmente diferente ao deserto. Esta paisagem rara tem levado muitos turistas a viajarem até a região.

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Paisagem no deserto do Atacama, no Chile
Deserto do Atacama é o mais alto e árido do planeta (Imagem: Marek Piwnicki/Pexels)

Deserto logo vai voltar ao “normal”

  • Víctor Ardiles, curador principal de botânica do Museu Nacional de História Natural do Chile, explica que existem mais de 200 espécies de flores no deserto do Atacama.
  • As sementes permanecem no solo vermelho e rochoso durante todo o ano, aguardando o período de chuvas para florescer.
  • Neste ano, em função da precipitação muito acima da média, a floração também foi maior do que o esperado.
  • De qualquer forma, a maioria das flores vai desaparecer em novembro, com a chegada do verão.
  • As espécies mais resistentes podem sobreviver até janeiro do ano que vem.
  • As informações são da Associated Press (AP).
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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