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Os ratos-toupeira-pelados são conhecidos por sua longevidade extraordinária, vivendo até 37 anos — cerca de dez vezes mais que outros roedores de tamanho semelhante. Cientistas vêm estudando há anos o que torna esses animais tão resistentes ao envelhecimento e às doenças que afetam seus parentes próximos. Uma nova pesquisa publicada na revista Science sugere que a resposta pode estar em um mecanismo de reparo de DNA ativado por uma proteína específica desses animais.
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O envelhecimento em todos os animais, incluindo humanos, está diretamente ligado ao acúmulo de DNA danificado, que quando não é reparado leva à formação de células defeituosas, proteínas comprometidas e, eventualmente, à falência das funções do corpo. Entender como o rato-toupeira-pelado consegue evitar esse processo abriu novas perspectivas sobre longevidade e saúde celular.
Conheça os ratos-toupeira-pelados
- Os ratos-toupeira-pelados são pequenos roedores encontrados principalmente na África Oriental, em países como Etiópia, Quênia e Somália.
- Eles vivem em sistemas de túneis subterrâneos, onde constroem complexas colônias com divisão de tarefas entre os indivíduos, lembrando sociedades de insetos sociais.
- Esses animais têm corpo alongado e sem pelos, adaptado à vida subterrânea, olhos pequenos e dentes que se projetam à frente para escavar a terra.
- São herbívoros, alimentando-se de raízes e tubérculos, e passam a maior parte da vida em túneis protegidos de predadores e das variações climáticas.
- O estilo de vida subterrâneo e social contribui para sua resistência a doenças e longa expectativa de vida em comparação a outros roedores.

A proteína cGAS e a resistência ao envelhecimento
O estudo, conduzido por pesquisadores da Tongji University, na China, investigou uma proteína comum chamada cGAS (cyclic GMP-AMP synthase). Em grande parte dos mamíferos, essa proteína atrapalha o reparo do DNA, mas nos ratos-toupeira-pelados, os cientistas descobriram que ela evoluiu de forma diferente.
Comparando o cGAS desses roedores com o de humanos e camundongos, a equipe identificou quatro alterações nos aminoácidos da proteína. Essas mudanças fazem com que a cGAS nos ratos-toupeira-pelados fortaleça a capacidade das células de reparar DNA danificado, em vez de atrapalhar o processo, retardando o envelhecimento celular e de órgãos.
Testes em laboratório e em animais
Para comprovar essa descoberta, os cientistas inseriram a cGAS do rato-toupeira-pelado em células humanas e de camundongos em laboratório. O resultado foi um aumento significativo na reparação de DNA e uma redução nos sinais de envelhecimento celular. Em experimentos com moscas-das-frutas, os insetos que produziram a proteína viveram cerca de dez dias a mais do que aqueles que não a tinham.

Além disso, o grupo aplicou a cGAS por meio de terapia genética em camundongos. Os animais tratados apresentaram menos fragilidade, menos pelos brancos e menor quantidade de células envelhecidas em diferentes órgãos, em comparação com os camundongos que não receberam a proteína.
Os pesquisadores destacam que, graças a essas alterações, a proteína do rato-toupeira-pelado estabiliza o genoma, combate a senescência celular e o envelhecimento dos órgãos, promovendo uma vida mais longa e saudável.
Implicações para a longevidade humana
Embora ainda haja um longo caminho antes de qualquer aplicação em humanos, a descoberta oferece um novo alvo para o desenvolvimento de terapias contra doenças relacionadas à idade. Modificar aminoácidos na cGAS humana poderia, teoricamente, ajudar a combater o envelhecimento, mas por enquanto, os estudos permanecem restritos a modelos animais.
