Siga o Olhar Digital no Google Discover
E se as cores que percebemos não fossem uma propriedade intrínseca dos objetos, e sim uma complexa e fascinante criação da nossa mente? A ciência da percepção visual revela que a cor é, em grande parte, uma ilusão fabricada pelo cérebro.
Ofertas
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 349,90
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 205,91
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 7,60
Por: R$ 21,77
Por: R$ 16,63
Por: R$ 59,95
Por: R$ 7,20
Por: R$ 139,90
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
Esse processo pode ser levado ao extremo para nos fazer enxergar as chamadas “cores impossíveis” ou “quiméricas”, tonalidades que, em condições normais, não poderiam existir.
Leia também:
- Algumas pessoas podem enxergar mais cores que outras – e a ciência explica
- Nova cor criada por cientistas já tem tinta, diz artista
- Por que enxergamos somente as cores entre o vermelho e o violeta?
Como nossos olhos enxergam cores?
Para entender esse processo, é preciso primeiro compreender como enxergamos. Como explica a Academia Americana de Oftalmologia, a luz refletida pelos objetos entra em nossos olhos e atinge a retina, onde células fotorreceptoras chamadas cones são estimuladas. A maioria dos seres humanos possui três tipos de cones, sensíveis a comprimentos de onda que correspondem aproximadamente ao vermelho, verde e azul.
O cérebro, então, interpreta a intensidade dos sinais enviados por cada tipo de cone para construir toda a gama de cores que conhecemos. Uma maçã é vermelha porque sua casca absorve a maioria dos comprimentos de onda da luz, refletindo principalmente aqueles que nosso cérebro interpreta como vermelho. “A cor é mais uma percepção do que uma propriedade física da luz”, conforme explica o médico oftalmologista David A. Mackey, membro do Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (NHMRC) da Austrália, à BBC.
O que são as “cores impossíveis”?
O fenômeno das cores impossíveis surge a partir de um mecanismo neurológico conhecido como “processamento oponente”. Nossas células nervosas processam as cores em pares opostos: vermelho contra verde e azul contra amarelo.

Isso significa que a mesma via neural que é ativada pelo vermelho é inibida pelo verde, e a que é ativada pelo azul é inibida pelo amarelo. É por essa razão que não conseguimos, em circunstâncias normais, perceber uma cor que seja “verde-avermelhada” ou “azul-amarelada”. Nosso cérebro simplesmente não consegue processar esses sinais contraditórios ao mesmo tempo, no mesmo lugar.

No entanto, é possível “enganar” o cérebro. Através de experimentos específicos, pode-se fadigar os cones responsáveis por uma cor. Ao fixar o olhar intensamente em uma cor saturada, como o verde, por um período prolongado e, em seguida, desviar o olhar para seu oposto, o vermelho, os receptores de verde estarão “cansados” e responderão de forma mais fraca.
Por um breve momento, o sinal inibitório que o verde exerce sobre o vermelho é reduzido, permitindo que o cérebro perceba uma cor quimérica, uma tonalidade que parece misturar as duas e que não existe no espectro de luz visível.
Cores como o magenta também exemplificam essa construção cerebral. Não existe um comprimento de onda único para o magenta no espectro da luz. Ele é percebido quando o cérebro recebe sinais simultâneos dos cones para as cores vermelha e azul, sem uma estimulação correspondente dos cones verdes. Como o vermelho e o azul estão em pontas diferentes do espectro visível, o cérebro “inventa” o magenta para preencher essa lacuna.